Mais duas referências passaram para história

Vou directo ao ponto. Desapareceram mais dois pontos de referência na cidade de Maputo. Dói. Doí-me porque para mim e creio para muitas outras pessoas eram marcos da nossa história.

É verdade que já devia ter perdido a capacidade de me surpreender tendo em conta algumas das coisas que acontecem nesta urbe, sobretudo no entroncamento entre o tolerável e o não recomendável. Acontece que por mais que me esforce não consigo. E a culpa nem é minha.

Para que não haja equívocos, desde já afirmar que não estou a arremessar pedras para casa alheia porque o meu tecto, além de ser de palha, quando chove mete água e a minha gruta fica muitos dias a cheirar a mofo, além de que diariamente sou acordado, mesmo sem querer, pelos raios solares que, penetrando entre o capim, acaricia- -me o rosto, uma situação que já devia ter corrigido há muito tempo. Logo, tenho de ter um pouco de decoro e sensatez nesta minha prosa, porque nem tudo está mal.

O que me inquieta sobremaneira é ver esta minha e nossa cidade, que se crê linda e asseada, estar a perder referências para coisas menores e que da mesma maneira que brotaram como cogumelos também ir-se-ão embora subitamente, ou, como diz o outro, de morte morrida. Leia mais...

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