EM GONDOLA: Funcionários do município vendem terrenos no cemitério

Dois técnicos da Vereação de Urbanização e dois agentes da Polícia Municipal do Conselho Municipal de Gondola, província de Manica, foram suspensos, recentemente, das suas actividades, indiciados de parcelamento e venda ilegal de terrenos para habitação, em diferentes bairros da vila.

O último caso constatado pelas autoridades locais dá conta de que os técnicos venderam 11 terrenos no cemitério.

A população revelou às autoridades municipais que os indiciados cobravam entre três e seis mil Meticais por cada terreno. Ainda não se sabe quantos terrenos terão vendido, mas há informação segundo a qual que este não é o primeiro caso.

O presidente do município de Gondola, Arlindo Ngozo, referiu que as autoridades descobriram o último caso durante um trabalho de visita e auscultação que desenvolvem todas as terças-feiras, em diferentes bairros da vila.

Na altura, constataram que existiam seis famílias que estavam a residir em algumas parcelas do cemitério, e outras que estavam a erguer as suas habitações. Para ludibriar as autoridades, as casas eram construídas no período nocturno, a partir de material precário.

Ngozo acrescentou que depois de manter contacto com os ocupantes dos terrenos do cemitério solicitou as declarações que foram passadas pelos chefes de quarteirão. O facto permitiu descobrir que houve envolvimento de alguns técnicos da Vereação de Urbanização.

“Era frequente a prática deste tipo de crime na vila. Estamos a identificar e tomar medidas. Neste momento, existem outros que estão no processo de investigação. Alguns dos envolvidos vêm pedir desculpas, mas não podemos fazer mais nada porque o processo está noutros sectores”, referiu.

Acrescentou que a sua direcção vai continuar a trabalhar por forma a conter os níveis de criminalidade na autarquia, com maior destaque sobre a venda de terrenos.

Está em curso o processo de parcelamento de terrenos para acomodar estas famílias que foram burladas pelos técnicos”, afiançou Ngozo. (domingo)

Classifique este item
(0 votes)