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Um chute na bunda de Saraj!

Setembro 19, 2020 657

Quando em Fevereiro de 2011 eclodiram os protestos populares na Líbia nada fazia prever a tamanha desgraça que aquele país hoje atravessa. Na realidade, a primeira faúlha de protestos tinha nascido na Tunísia, com a auto-imolação de Mohamed Bouazizim, jovem vendedor de frutas e legumes. Este gesto de desespero e talvez, também, de coragem levou a protestos no seu país, no Egipto, na Líbia, na Síria, entre outros países árabes, por isso, rapidamente ganhou a alcunha de “Primavera Árabe”.

Tudo indica que os protestos foram um movimento genuinamente popular, mas rapidamente ganharam matriz política tanto a nível doméstico como internacional. Esta foi a oportunidade que o Ocidente, EUA, França e Reino Unido, em primeiro lugar, estava a procura para atacar os seus inimigos, nomeadamente Muamar Kadafi e Bashar al-Assad. Pela escolha do tema este artigo trata apenas da questão líbia.

Sim, quando os protestos chegaram à Líbia, o Ocidente tratou logo de acusar o Governo de Kadafi de violação de direitos humanos. Esta foi a razão invocada para a aprovação manipulada da Resolução 1973 do Conselho de Segurança das Nações Unidas, a 17 de Março de 2011. Esta resolução foi o aval usado pelo Ocidente para fazer a mudança do regime, assassinando Kadafi a 20 de Outubro de 2011. Com a morte de Kadafi instalou-se o caos que persiste até aos nossos dias. Nasceram vários grupos étnicos militarizados e a guerra, senão mesmo guerras, intensificou-se provando que Kadafi, longe de ser um ditador que o Ocidente apregoa, era um homem do bem e estabilizador do seu país, que por sinal conhecia-o bem. Leia mais...

Por Paulo Mateus Wache*

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