EDITORIAL: Corredor de droga

A ideia de um Moçambique a transformar- -se num corredor privilegiado para a passagem internacional de narcóticos, com destaque para cocaína, haxixe, heroína e drogas sintéticas está, infelizmente, a vingar.

Amiúde, em vários pontos do mundo são reportadas apreensões de estupefacientes com indícios de terem passado por aeroportos ou portos moçambicanos. Exemplo disso foi a descoberta, na semana finda, de 342,5 quilogramas de heroína, em Richards Bay, na África do Sul. É tanta droga de uma só vez.

Mas antes, em Maio, as autoridades sul-africanas haviam anunciado a apreensão, perto de Komatipoort, junto à fronteira com Moçambique, de heroína avaliada em 520,5 mil euros. A droga encontrava-se escondida em compartimentos improvisados no atrelado e no mini-autocarro oriundo de Moçambique.

E as estatísticas produzidas pela Procuradoria-Geral da República parecem sugerir que, de facto, há um agravamento da situação, senão vejamos: em Dezembro do ano passado foi interceptada, na província de Cabo Delgado, uma embarcação, com tripulantes de nacionalidade paquistanesa, transportando drogas escondidas no casco.

De igual modo, também no ano passado, durante as acções operativas de uma brigada multissectorial, foram detidos, no Aeroporto Internacional de Maputo, 14 indivíduos de diferentes nacionalidades que pretendiam seguir viagem para vários países de África e da Europa, transportando narcóticos - cocaína e heroína. Leia mais...

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