INQUÉRITO: Como avalia os quatro meses do estado de emergência?

Moçambique já cumpriu 120 dias de estado de emergência, decretados pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, com o objectivo de impedir a propagação do novo coronavírus no país. domingo foi à rua para ouvir dos seus leitores que avaliação fazem dos quatro meses de estado de emergência.

 Foram dias difíceis

- Bruna Arminda, estudante

Os dias que ficámos em casa foram difíceis, entendiantes e cansativos. Não podíamos ir à escola, mas fizemos de tudo para cumprir com as medidas.

Penso que se todos tivéssemos cumprido com as regras, não teríamos o actual número de infectados. Há pessoas que faziam festas, colocando em risco a saúde de muita gente. Nos próximos dias penso que não vai mudar nada, porque os números tendem a aumentar.

Houve sofrimento

- Nelson Cossa, jurista

Foram meses de sofrimento, tivemos uma economia bloqueada, o que se reflectiu na vida do cidadão, com muito sufoco por causa da subsistência das famílias. Também foram meses de muito medo e de aprendizagem.

Nós sabemos que já era difícil viver em Moçambique, mas com a pandemia as coisas pioraram. Foi um período que nos ensinou novas formas de viver e acredito que os próximos dias serão mais complicados, porque vai se chamar a responsabilidade de cada um no combate à doença.

Período complicado

- Cecília Macamo, logística

Foi complicado, tivemos de nos adaptar a uma nova forma de viver e nos afastarmos das pessoas que gostamos. Sofremos porque não foi possível evitar a propagação da doença.

Esses elementos todos tornam tudo difícil. Os próximos dias serão mais complicados. Infelizmente, teremos de manter os hábitos, porque a doença continua no meio de nós.

Comportámo-nos bem

- Eduardo Mulungo, reformado

Penso que tivemos um bom comportamento durante o estado de emergência, tendo em conta que é uma doença que se espalha facilmente. Neste momento estamos bem colocados. Outros países têm um número elevado de mortes.

Agora, temos de começar a pensar em abrir tudo, escolas, empresas e mercados, que é para garantir a subsistência, porque de contrário, essa pandemia vai nos fazer desaparecer.  

 

Fotos de Carlos Uqueio

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