ESTRATÉGIA DE AQUACULTURA 2020-2030: Moçambique está apostado em baixar entrada de carapau

O Governo acaba de aprovar uma estratégia com vista à melhoria do aproveitamento do potencial de aquacultura existente em Moçambique, estimado em quatro milhões de toneladas por ano.

A ideia do executivo moçambicano é de, através do incremento da produção, reduzir gradualmente as importações de pescado, principalmente o carapau.

Especialistas do sector sugerem que a produção pesqueira a nível global esteja a decair anualmente, reflectindo a escassez de recursos. É neste contexto que os governos estão a criar mecanismos para inverter esta tendência, olhando para a aquacultura como alternativa para assegurar a disponibilidade de produtos pesqueiros para as famílias.

Neste momento, a China lidera a produção de peixe em cativeiro, com quarenta milhões de toneladas por ano, contra cerca de 10 milhões de toneladas em África em que apenas 2,2 por cento são da aquacultura.

Apesar de possuir um enorme potencial para a aquacultura, Moçambique ainda não o aproveita integralmente. No ano passado, por exemplo, o país conseguiu 420 mil toneladas de pescado, tendo a aquacultura contribuído com 3771 toneladas.

Segundo a directora do Instituto de Desenvolvimento da Pesca e Aquacultura – (IDEPA), Verónica Namashulua, a estratégia recentemente aprovada pelo Conselho de Ministros tem como objectivo aferir as razões do fraco desenvolvimento da aquacultura no país, sobretudo nos pontos com reconhecido potencial para a actividade.

Para já são identificados como pontos fracos para a prossecução da aquacultura em Moçambique a falta de rações e alevinos de melhor qualidade. Leia mais...

Por Benjamim Wilson

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