Pague-nos mais, ou então vamos embora!

Pague-nos mais, ou então vamos embora! Este é o novo lema da política externa dos EUA no sector da defesa. Depois de enunciar a decisão de retirar mais de nove mil soldados dos mais de trinta mil estacionados na Alemanha, o Governo de Trump está a ponderar a redução do efectivo militar posicionado na Coreia do Sul. Em ambos os casos em causa está a factura paga pelos países receptores dos militares norte-americanos. Ao que tudo indica, os norte-americanos estão fartos de pagar pela segurança de países terceiros. Estará, no caso da Coreia do Sul, Donald Trump efectivamente decidido a reduzir as tropas ou é mais um manobra de reposicionamento como ocorreu no caso da Alemanha?

Notícias postas a circular na semana passada dão conta de que o Pentágono, sede do Ministério da Defesa dos EUA, apresentou à Casa Branca uma lista de opções tendentes a reduzir a presença militar dos EUA na Coreia do Sul. Como tem sido apanágio na sua governação, Donald Trump não está nada satisfeito com o montante, não publicado, que os aliados coreanos pagam pela protecção que recebem dos EUA. Naquele país asiático estão presentes mais de vinte e oito mil soldados norte-americanos.

A aliança militar entre Washington e Seoul já vem desde a década de 1950, após da guerra na península coreana que culminou com a sua divisão em República da Coreia (Coreia do Sul) e República Popular Democrática da Coreia (Coreia do Norte). Durante a ocidentalmente designada Guerra Fria, a presença dos militares dos EUA foi justificada pela necessidade de conter o avanço do comunismo promovido pela União Soviética. Terminada a Guerra Fria, soldados norte-americanos permaneceram para “proteger” o Sul, por um lado, da ameaça do Norte e, por outro, da ameaça da ascendente China. Leia mais...

Por Edson Muirazeque *

This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it.

Classifique este item
(0 votes)