Um destróier perdido no Mar da China?

Da forma como a pandemia da covid-19 domina os assuntos internacionais dá a impressão de que todas as nações estão dedicadas a encontrar solução para este mal que afecta a humanidade. Contudo, essa é apenas uma impressão, as grandes potências estão à procura de fórmulas de tirarem vantagens geostratégicas na sua luta pelo poder mundial. Qualquer distracção pode custar muito à soberania e às pretensões de poder das grandes potências. O caso do destróier, que invadiu as águas territoriais da China, onde se localizam as ilhas Parcel, confirma, por um lado, o oportunismo dos EUA e, por outro, a prontidão da China.

Relatos apontam que o incidente deu-se no dia 28 de Abril de 2020, quando o navio norte- -americano USS Barry, um destróier de mísseis guiados de classe Arleigh Burke, invadiu a soberania chinesa. Diante do sucedido, a China enviou as suas forças navais e aéreas para escoltar o destróier para fora das águas territoriais chinesas. Um incidente aparentemente marginal, mas que para a China é uma ameaça à soberania.

A ameaça à soberania não pode ser entendida apenas como a violação das águas territoriais da China, deve ser entendida, isso sim, como ingerência dos americanos nas disputas regionais. Lembrar que as ilhas Parcel são um grupo de ilhas e recifes no mar da China meridional que são disputadas pela China, Taiwan e Vietnam. Contudo, a China controla-as desde 1974. A China não reconhece qualquer reclamação dos seus vizinhos, até porque considera Taiwan parte do seu território. Porém, os EUA, que são os defensores de Taiwan, têm uma presença forte no mar de China meridional que se supõe que deva circunscrever-se nas fronteiras de Taiwan. Leia mais...

Por Paulo Mateus Wache*

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