Texto de Idnórcio Muchanga

A Polícia da República de Moçambique (PRM) na cidade de Maputo afirma estar a monitorar a paralisação temporária das manifestações dos antigos trabalhadores da República Democrática Alemã (RDA), vulgo “Madjermanes”, por não observam as regras estabelecidas para concorrer a um protesto pacífico.

Durante as últimas três semanas, cerca de 500 Madjermanes têm realizando marcha nas principais avenidas da cidade de Maputo, obstruindo o trânsito e a circulação normal de cidadãos pois, segundo a PRM, os manifestantes não observam as regras estabelecidas para concorrer a um protesto pacífico.
Por isso, depois de receber várias reclamações dos munícipes, e como forma de tentar evitar eventuais confrontos entre este grupo e os residentes da urbe, a PRM decidiu interromper temporariamente as manifestações.
Falando hoje durante o briefing semanal a imprensa, o director da Ordem e Segurança Pública da PRM para a cidade de Maputo, Bernardino Rafael, explicou que os Majermanes “fizeram com que doentes não chegassem à tempo e hora aos hospitais. Fizeram com que os estudantes chegassem tarde nos locais onde deviam fazer exames. Fizeram com que os trabalhadores, funcionários e cidadãos que quisessem usar a baixa da cidade não chegassem a tempo e hora porque eles bloqueavam as vias”.
Os distúrbios causados pelos Madjermanes faziam sentir-se com maior incidência nos cruzamentos entre as avenidas Guerra Popular e 25 de Setembro; Guerra Popular e Eduardo Mondlane.

Além disso, os Madjermanes também são acusados de arremessar objectos contundentes contra veículos e peões.

Quando atiram pedras contra veículos, esta manifestação deixa de ser pacífica, tornando-se violenta”, referiu.

Rafael afirmou que a corporação está pronta para garantir a ordem e segurança pública e estará colocada em todos os locais de concentração da urbe, particularmente supermercados, paragens, terminais de transportes semi-colectivos de passageiros provinciais, interprovinciais e internacionais.

Há vários anos que os Madjermanes reivindicam o valor de segurança social deduzido dos seus salários quando em serviço naquele país europeu.

Idnórcio Muchanga