Foi lançado, na noite da última sexta-feira, na cidade de Inhambane, o livro “Filipe Nyusi – Revelado” da autoria dos jornalistas Pedro Nacuo, Eliseu Bento, Jaime Cumbana e Belmiro adamugy, em cerimónia realizada no salão dos CFM daquela cidade.

A obra, uma iniciativa de jornalistas, reúne uma série de depoimentos de pessoas que conviveram com o engenheiro Filipe Nyusi muito antes dele se tornar candidato às presidenciais pelo partido Frelimo, nomeadamente durante a sua infância, formação académica e profissional.

Segundo Pedro Nacuo, coordenador da equipa que produziu o livro, a intenção foi a de trazer, para conhecimento geral, o homem que a Frelimo indicou como candidato a dirigir o país. Assim, os jornalistas entrevistaram pessoas de várias sensibilidades, desde governantes, chefes de aldeias, antigos colegas de escola e de trabalho, atletas e jornalistas para terem uma imagem do candidato da Frelimo e passarem essa mesma percepção aos moçambicanos.

Há, em todos os entrevistados para este livro, uma convicção interessante; a de que o Engenheiro Filipe Jacinto Nyusi é um líder natural. Um homem forjado pelas batalhas que travou ao longo do seu percurso na luta armada, académico e profissional. Apontam-lhe virtudes sem, contudo, o endeusarem.

Sabem-no humano e portanto falível. Destacam, entretanto, a sua coragem e a disponibilidade para o trabalho como factores fundamentais para o sucesso que vem construindo. Dizem, os que com ele conviveram de perto, que não se verga perante as dificuldades. Viram-no carregar, nas costas, feridos e mortos, no terrível acidente de Malema em 1992 embora já fosse um dirigente na empresa CFM onde trabalhava.

 Testemunharam, outros, como sem se importar com o seu estatuto social, aceitou mergulhar nas águas fétidas de um riacho para ajudar a empurrar um carro atolado. Há relatos de trabalhadores e amigos que só ergueram as suas casas porque ele os estimulou a isso. No desporto, o Ferroviário de Nampula só foi campeão e vencedor da taça de Moçambique quando ele dirigia aquela agremiação.

Os relatos são vários. Os testemunhos, revelam outra qualidade importante nos líderes: saber ouvir. Nyusi, dizem, é homem de paciência e cultiva o diálogo com os seus colaboradores. No Ministério da Defesa, onde trabalhou durante 6 anos, os colegas de então, também rasgaram elogios ao agora candidato à Ponta Vermelha que introduziu reformas profundas e concorreu para a modernização das Forças Armadas de Defesa de Moçambique.

Quem o conhece desde a meninice não tem dúvidas: Filipe Nyusi vai ser um líder correcto e justo. Um líder comprometido com a causa Nacional. Um homem disposto a toda sorte de sacrifícios para levar o País a bom porto; mostras, já deu pelos diversos projectos em que trabalhou. O menino que nasceu no planalto dos Makondes, abraçou a luta armada e deu uma lufada de juventude ao sentido de governação, pode sim, segundo os relatos que constam no livro, ser a lanterna que guiará o país na estrada do desenvolvimento!

Intervindo na ocasião, Filipe Nyusi, depois de receber o primeiro exemplar do livro, disse estar surpreendido com a iniciativa dos jornalistas que, sem o consultarem, pesquisaram a sua história e só na fase final o procuraram para uma entrevista de “acareação” diante das histórias recolhidas.

“Acho que isso é uma prova viva de que há liberdade de expressão no nosso país. Eu também defendo essa liberdade e acredito que unidos, como a equipe que fez este livro, podemos alavancar o nosso país para o desenvolvimento”, rematou Nyusi.

Belmiro Adamugy

 

 

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