O Ministro da Defesa Nacional, Agostinho Mondlane, fez saber que o Governo fez uma proposta para que o líder da Renamo abandone as matas de Gorongosa de avião, helicóptero, em coluna, acompanhado de mediadores, membros do Observatório Eleitoral, personalidades internacionais, diplomatas e jornalistas.

ARenamo não respondeu à proposta do Governo, porque não pretende abandonar a sua tendência belicista, que a levou a sair da convivência democrática e posicionar-se de uma forma violenta, sobretudo contra alvos civis e posições militares.

Mondlane referiu que apesar da postura da “perdiz”, o Governo sempre se predispôs a dialogar com aquela formação política no sentido de se encontrar uma solução pacífica.

Entretanto, o comportamento da Renamo mostra que não pretende resolver nada por via do diálogo, por isso num dia diz que não irá protagonizar ataques, mas noutro que vai retomar os ataques.

O Ministro da Defesa afirma que só a Renamo pode dizer o que pretende com essa postura, visto que as partes continuam a dialogar, pelo que é expectável que cessasse os ataques contra as populações e Forças de Defesa e Segurança, que estão a provocar luto e dor aos moçambicanos.

Por outro lado, a Renamo diz que o Governo tem pretensão de aniquilar Dhlakama, palavras consideradas por Mondlane de “pura diversão e tentativa de se vitimizar” perante a opinião pública, de modo a perpetuar os seus ataques contra a população.

“O que se pode perguntar à Renamo é por que é que diz que está a ser ameaçada e por que se foi entrincheirar nas matas em Gorongosa? Todos os outros partidos estão a exercer as suas actividades políticas sem problemas nenhuns. Eles fixaram-se no mato e depois dizem que estão a ser ameaçados.

Porquê? O Governo não vai deixar que a Renamo continue a maltratar o povo moçambicano e a produzir vítimas civis e atacar alvos militares. Quando isso acontece, as forças armadas têm a obrigação de agir em auto-defesa”, disse AgostinhoMondlane.

Questionado sobre se era possível a deslocação do líder da Renamo a Maputo para se encontrar com o Presidente da República, Armando Guebuza, o Ministro da Defesa respondeu que em nenhum momento o Executivo se opôs a tal encontro. Agostinho Mondlane reiterou a disponibilidade de Armando Guebuza de se encontrar com Afonso

Dhlakama. Acrescentou que o Governo está esperançado que tal aconteça.

“Nós sempre achamos possível. Estamos esperançados e sempre encorajamos a liderança da Renamo a ir a Maputo para o diálogo democrático. Querendo, o líder da Renamo poderá sair do mato sem problemas nenhuns, como o fez quando do seu registo eleitoral, sem nenhuma ameaça.”

De acordo com o Ministro da Defesa Nacional, as FDS têm obrigações plasmadas na Constituição da República e demais instrumentos para agir em auto-defesa perante as investidas da Renamo, embora o Governo continue a apelar aquele partido a dialogar como forma de encontrar uma solução dos problemas que diz ter.

Entretanto, em reacção às palavras do Ministro da Defesa, o porta-voz do líder da Renamo, António

Muchanga, acusou o Governo.

 de pretender assassinar o dirigente da “perdiz”. “Se o presidente da Renamo sair do mato não vai chegar a Maputo, será assassinado à sua saída da região, onde está em segurança. Há pessoas posicionadas para tal e nós temos conhecimento”, disse Muchanga, para quem há falta de garantias.

 

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