Os utentes dos serviços de transportes semicolectivos de passageiros nos municípios de Maputo e Matola contaram a nossa Reportagem que as novas medidas desenvolvidas pela Polícia Municipal vêm aliviar o seu sofrimento, sobretudo,

em relação aos gastos que faziam para chegar aos seus destinos, mas afirmam que “ainda estamos desconfiados em relação ao tempo que a intervenção policial poderá durar, porque pode ser sol de pouca dura”.

Os nossos entrevistados lembraram que, anteriormente, para chegar ao seu destino, eram obrigados a apanhar três ou quatro carros, visto que os chapeiros sempre que se fizessem à rua faziam das suas, desrespeitando as normas exigidas pela edilidade.

Actualmente, os usuários têm na sua posse contactos da sede do Comando da Polícia Municipal, para denunciarem qualquer anormalidade que venha a suceder durante o percurso.

Hortênsia Moiane, residente no bairro do Ferroviário, na cidade de Maputo, confirmou que “já não há encurtamento de rotas. A única preocupação que temos neste momento é como gerir o dinheiro do salário, sobretudo quando chegar a altura das aulas, pois para além de nós pais, os nossos filhos vão precisar de dinheiro para o chapa. Fazendo comparação com o que vínhamos gastando nos anos anteriores por causa dos encurtamentos, agora pagamos pouco!”, disse Hortênsia Moiane.

Por seu turno, Gil António, residente no Bairro de Magoanine CMC, Maputo, falando da situação do transporte, começou por dizer o seguinte: “acabou o encurtamento de rotas. Apenas nos resta a chatice de nos fazermos transportar em carros apinhados de gente, pois vivemos entre os terminais, a meio do percurso. Caso contrário, somos obrigados a apanhar o carro até ao terminal, para depois pagarmos a tarifa até aos nossos destinos. Continuamos a pagar caro”.

Por sua vez, Jeremias Comé, do Bairro de Zona Verde, Município da Matola, referiu que, “estamos satisfeitos por terem começado a tomar estas medidas e acreditamos que poderão continuar por mais tempo, mas gostaríamos que o tempo de circulação se alargasse, pelo menos, até às 21:00 horas”.

O outro entrevistado que deixou o seu sentimento sobre a actual situação do transporte de passageiro é Fátima Luís, também residente no bairro da Zona Verde. 

“Nós que vivemos no interior de Zona Verde continuamos a sofrer. Por exemplo, eu trabalho no bairro da Machava Socimol. Não há carros que vão directamente à Machava Socimol. Então, tenho que apanhar um “chapa” de Khongolote até à terminal da Zona Verde, para depois procurar um outro transporte. Quer dizer que mesmo com as novas medidas continuo a apanhar dois ou três carros”, disse Fátima Luís.