A Companhia de Desenvolvimento do Porto de Maputo (MPDC) está a ponderar a possibilidade de eliminar gradualmente os armazéns fechados para adoptar armazéns abertos que podem ser multiuso.

Kátia Estajo, directora de Projectos de Engenharia no MPDC, concessionária do porto, explica que pretende-se com a medida que o mesmo espaço possa seja usado numa época para o acondicionamento de determinada carga e, eventualmente numa outra época poderá mudar e passar a receber outra carga sem necessidade de grandes alterações.  
A directora é citada pelo diário Noticias a destacar que também existem no recinto portuário muitos espaços em branco que se pretende que sejam transformados em espaços de operações para transformar toda a zona operacional em área de trabalho sem edifícios administrativos.
Acelerar os projectos de redimensionamento e maximizar o uso dos espaços disponíveis no recinto portuário são duas das apostas actuais da Companhia de Desenvolvimento do Porto de Maputo (MPDC), para corresponder ao incremento dos negócios da região austral com o resto do mundo, sobretudo de viaturas e minérios, disse.  
Segundo Kátia Estajo, são várias as intervenções previstas para os próximos anos, para aproveitar a área de expansão disponível entre os portos de Maputo e da Matola, e ainda no lado da Catembe.
A área de jurisdição do Porto de Maputo é estimada em 5.594 hectares, sendo que apenas 140,6 hectares constituem a zona concessionada, dos quais 118,6 hectares na cidade de Maputo e 22 hectares no Porto da Matola.
Neste momento, decorrem no recinto várias obras em simultâneo, nos Cais 3 e 4, pertencentes ao terminal de carga geral, que visam reforçar a sua estrutura, uma vez que as fundações já se apresentavam em degradação.
A ideia, segundo Kátia Estajo, é reforçar o terminal de carga geral de modo a libertar o Cais 5 apenas para terminal de viaturas, para que no futuro o Cais 2 possa ser usado apenas para passageiros.
Nos últimos tempos, o terminal de viaturas está a ser muito solicitado devido à expansão do negócio automóvel, alimentado, por um lado, pela importação de viaturas para o mercado nacional, e, por outro, pela importação e exportação sul-africana.
Actualmente, a África do Sul exporta viaturas para alguns países asiáticos e importa outras da Europa através do porto de Maputo, disse a fonte.
Kátia Estajo disse na ocasião que a capacidade do terminal de viaturas foi ampliada, tendo passado das anteriores 52 mil para 150 mil unidades anuais.
Segundo ela, os investimentos em curso visam não só aumentar a eficiência do porto mas também melhorar as condições ambientais e evitar a poluição ou contaminação das cargas.
O Porto de Maputo recebe, actualmente, em média 900 camiões por dia transportando carga maioritariamente em trânsito, o que levou à construção de uma estrada interna com pouco mais de dois mil metros de extensão, bem como a ampliação do portão de acesso.

 

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