Sobre o eventual aproveitamento político da vinda do Papa a Moçambique, por a visita papal coincidir com o arranque da campanha eleitoral para as eleições de 15 de Outubro, o núncio apostólico, Piergiorgio Bertoldi, referiu que os moçambicanos têm maturidade suficiente para separar os momentos. Segundo ele, do pouco tempo de convívio em território nacional percebeu que os moçambicanos são inteligentes para separar a visita apostólica da dimensão político-eleitoral.

“Acho que todos estão à altura de compreender que o Presidente da República, Filipe Nyusi, que convidou o Santo Padre, não o fez na qualidade de presidente da Frelimo. Isto é, fá-lo como representante do Estado e o Sumo Pontífice no encontro da Ponta Vermelha não se vai encontrar com o candidato de um partido, mas com a figura que responde constitucionalmente por Moçambique, para além de que estarão no local outros líderes políticos”, sublinhou.

José Pacheco, presidente da Comissão Interministerial para Grandes Eventos Nacionais e Internacionais, também distanciou-se do suposto aproveitamento político, ao afirmar que o Santo Padre não estará a visitar apenas Moçambique, mas também alguns países de África. “Tendo sido convidado pelo Presidente Nyusi, aquando da sua visita ao Estado do Vaticano ano passado, decidiu-se incluir o nosso país e, sendo uma visita apostólica, certamente não há nenhum interesse em misturar conteúdos da visita com outros de natureza política, da parte do Governo”. Leia mais...

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