O Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC) realiza na próxima quarta e quinta-feira um simpósio sobre estratégias para o desenvolvimento integrado das zonas áridas e semi-áridas que perfazem 27 distritos do país nos quais vivem cerca de três milhões de pessoas. O evento coincide com um momento em que a seca intensifica nestes locais e o INGC prepara-se para abastecer água em vários distritos, inclusive da província de Maputo.

O simpósio em alusão é realizado no âmbito da comemoração dos 20 anos da transformação do Departamento de Prevenção e Combate às Calamidades Naturais (DPCCN) em Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC) que se assinala dentro de dias.

Segundo a actual directora geral do INGC, Augusta Maíta, várias iniciativas têm sido implementadas por esta entidade, sobretudo nas zonas áridas e semi-áridas, contudo, os resultados são pouco discutidos e analisados em termos do seu potencial e limitações, assim como a idealização e materialização de novas iniciativas para as mesmas.

Pensamos que vale a pena fazer algumas reflexões sobre o que têm sido estes 20 anos do INGC, com particular ênfase para as regiões áridas e semi-áridas que também são sempre assoladas por ventos extremos e, apesar de existir algum conhecimento sobre esta matéria, ainda não é satisfatório para dar respostas eficazes sobre os desafios que se colocam nestas zonas”, disse.

Para Maíta, o INGC, na qualidade de mandatada pelo Governo para lidar com o assunto, deve criar espaço para reflectir sobre as opções de desenvolvimento que é possível alcançar nestes locais e também sobre as alternativas que podem viabilizar a sobrevivência humana em áreas com pouca disponibilidade de água.

Associámo-nos ao Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) que tem estado a implementar alguns projectos na zona Sul do país e está a fazer a avaliação dos últimos três anos de implementação do seu projecto. Também nos associámos à Universidade Eduardo Mondlane (UEM) por causa da componente científica”, frisou.

A par destas entidades nacionais, o INGC atraiu a atenção de especialistas do Botswana, Israel, Argentina e Níger que lidam com este tipo de regiões para colher deles a experiência sobre o que se deve ou não produzir nas zonas áridas.

A nossa preocupação é se não é possível fazer agricultura nas zonas áridas, o que pode ser feito como alternativa? Quais são as alternativas que podemos encontrar, porque as pessoas estão lá. Temos o caso do interior da província de Gaza, onde devemos fazer o abastecimento de água potável, a investir em reservatórios escavados e em furos para permitir que a população tenha água. Precisamos de saber o que essa população pode produzir e que culturas são tolerantes a esse clima”, sublinhou.

Repisou que o que se pretende é fazer com que a academia, sector privado e a sociedade no geral reflictam numa visão integrada sobre o desenvolvimento das zonas áridas e semi-áridas com base numa gestão sustentável dos recursos locais.

Queremos, por esta via, mapear os possíveis modelos de desenvolvimento que sejam adequados a cada zona árida para vermos o que serve e como pode ser capitalizado”. Leia mais...

Texto de Jorge Rungo
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