O Ministério das Pescas está a desenvolver uma série de acções cientiíficas na área de Investigação Pesqueira com objectivo de aferir o comportamento e estado de exploração dos recursos

 pesqueiros no país, no sentido de garantir a sua exploração sustentável.

 

Segundo dados indicativos do ano passado, foram exportadas 12 mil toneldas das 18 mil planificadas, o que corresponde a uma realização de 69 por cento e decréscimo de seis por cento comparativamente a igual período de 2011. Concorreram para decrescimo das exportações o surgimento da doença da mancha branca (um vírus) no camarão de aquacultura, níveis de captura de camarão atipicamente baixas devido a fraca precipitação nos meses de Outubro, Novembro e Dezembro de 2011.

A informação foi prestada pelo vice-ministro das Pescas, Gabriel Muthisse na aberura do XIII Conselho Coordenador da instituicao que se realizou de 16 a 18 na Ilha de Moçambique, província de Nampula, sob o lema Promovendo o Desenvolvimento Sustentável do Sector Pesqueiro.

Muthisse explicou foram emitidas 143 licenças para a pesca industrial, das quais 81 para embarcaçoes de pesca com base operacional em portos nacionais 62 no estrangeiro. Enquanto na pesca semi-industrial foram registadas 321 embracações de camarão e de peixe e 13 mil artes na pesca artesanal.

Destacou a acreditção do Laboratório de Inspecção de Pescado de Maputo como um marco importante na certificação da produção nacional. Ainda na Inspecção foi submetido o respectivo Plano Estratégico que foi aprovado pelo Conselho de Ministros.

“Na Pesca de Pequena Escala, prosseguimos com as actividades de extensão e de consolidação do envolvimento das comunidades de pescadores nos processos de gestão responsável dos recursos através da capacitação e reforço dos Conselhos Comunitários de Pesca e Associações de Pescadores”, frisou Muthisse.

Igualmente foi realizado o Censo da Pesca Artesanal cujos resultados preliminares indicam que foram resenceados 157 465 pescadores e 1500 artes de pesca.

No âmbito da implementação do Plano de Massificação da Piscicultura, foram activados 1 230 tanques, dos quais 674 foram construídos de raíz e 556 reabilitados. O total de tanques activos ascendeu 7 065. A produção média estimada situou-se em 341 toneladas. A produção de alevinos em 2012 situou-se em 1 559 mil indivíduos.

“Desdobramo-nos na implementação de unidades modelo de cultivo de tilápia e de produção de ração em vários pontos do país, na construção e operacionalização de Centros de Demonstração e de Cultivo de Peixe junto de algumas escolas de ensino técnico profissional em Maputo e Gaza e no início do processo para a construção do Centro de Dmonstração e Treinamento de Mapapa no Distrito de Chokwe, província de Gaza”, indicou Muthisse.

Prosseguiram com as acções de fiscalização da pesca nos bancos de Sofala, São Lázaro, Cabo Delgado e Baía de Maputo e nas principais bacias das águas interiores designadamente, a Albufeira de Cahora Bassa, Lago Niassa e outras. O sector passou a contar com uma embarcação de fiscalização, “Antillas Reefer”o que permitiu a extensão das acções de fiscalização para além das 12 milhas da costa.

No plano regional e internacional, Moçambique é referência perante os Estados membros. Graças a este reconhecimento, o país foi eleito para acolher o Centro Regional de Monitoria, Controlo e Vigilância (MCS) das actividades de pesca no âmbito da SADC e o Secretariado da Comissão de Pescas da Costa Oriental do Oceano Índico (SWIFC) no âmbito da Organização das Naçoes Unidas para a Alimentação e Agricultura.

Recentemente, foram nomeados para, como Ministéro das Pescas, presidir a Comité de Cumprimento da Comissão do Atum do Oceano Índico (IOTC).

“Apesar de todas as realizações que acabamos de enumerar, temos presente que muitos outros aspectos estão ainda por concretizar”, concluiu Muthisse.