Já alguma vez ouviu falar de nanismo. Sim, existe entre nós, e é resultado de um problema hormonal que faz com que o corpo humano não cresça e se desenvolva como deveria, fazendo com que a pessoa alcance altura máxima de um metro e quarenta e sete centímetros, segundo a Organização Mundial da Saúde, OMS.

Para homens e mulheres que vivem com nanismo, o seu problema reside na hipófise, hormona considerada essencial ao crescimento físico.

Segundo a OMS, em média, os homens com problemas de crescimento físico alcançam, no máximo, uma altura de um metro e quarenta e cinco centímetros, enquanto as mulheres não passam de um metro e quarenta centímetros.

domingo conversou com quatro cidadãos moçambicanos com nanismo e, curiosamente, todos eles estão abaixo de um metro e quarenta e sete centímetros.  

Grosso modo, abordaram o preconceito, destacando-o como dos grandes desafios de pessoas que apresentam baixa estatura grave.

A par deste problema (ler depoimentos a parte), os nossos entrevistados são forçados a contornar dificuldades de acesso preparados para pessoas mais altas.

Será que a sociedade já pensou neles? Este é o móbil desta Reportagem que apurou que pessoas com baixa altura parecem condenadas a viver num mundo à parte, muito diferente das pessoas ditas normais.

“Nós também somos pessoas. Simplesmente não temos altura”, dizem eles, ressaltando as gritantes situações de desconforto por que passam sempre que se deslocam, por exemplo, aos balcões de atendimento público, as prateleiras dos supermercados, aos ATM ou quando tentam aceder aos meios de transporte público. 

Todas as pessoas por nós entrevistadas, apesar da sua baixa estatura grave, têm famílias e, curiosamente, casaram com pessoas ditas altas, não obstante o preconceito ter sido a primeira espinha que encontraram no mar de flores que o casamento por vezes proporciona.

Tiveram eles mesmos de ensinar às suas famílias que, afinal, não se mede o Homem pela altura do corpo, mas pelo que pode sinalizar pelo coração humano que transporta.

O propósito deste trabalho é alertar a sociedade que nanismo vive com os homens, vive connosco, e a nossa sociedade deve, com urgência, criar condições apropriadas para que este grupo tenha melhor qualidade de vida.

Texto de Bento Venâncio
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