A representante especial do Secretário-Geral das Nações Unidas para a Redução de Risco de Desastres, Mami Mizutori, garantiu ontem que esta organização global vai reforçar a sua cooperação com Moçambique na perspectiva evitar que ocorram perdas de vida e de infra-estruturas em resultado de calamidades naturais futuras.

Mizutori fez esta promessa durante a Conferência de Imprensa que antecedeu a abertura oficial da VI Plataforma Global para a Redução de Risco de Desastres (GP2019) que hoje inicia e que conta com a presença de uma delegação moçambicana de dez pessoas encabeçada pelo vice-ministro da Administração Estatal e Função Pública, Albano Macie.

Mami Mizutori começou por manifestar condolências e solidariedade ao povo moçambicano porque, conforme palavras suas, “os dois ciclones e cheias que se seguiram à sua passagem devastaram profundamente o país”.

Realçou que, neste momento, todos os esforços devem estar voltados e concentrados na reconstrução não apenas das casas mas, também, de todo o tecido social uma vez que a população perdeu tudo o que tinha.

Por exemplo, sabemos que milhares de crianças perderam a oportunidade de ir à escola e de beneficiar de assistência médica pelo que os desafios que o país enfrenta são inúmeros”, ajuntou.

Enfatizou, de forma reiterada, que o Escritório das Nações Unidas para a Redução do Risco de Desastres (UNISDR) vai trabalhar com o país no processo de reconstrução e assegurou que tudo vai fazer para que no futuro haja menos perdas humanas e materiais em resultado de calamidades naturais.

Disse ainda que há importantes lições a tirar do que aconteceu dado que as comunicações foram interrompidas nos primeiros instantes do evento tornando difícil localizar e resgatar a população que se encontrava em regiões remotas.

Também apontou como lição o facto de ter havido uma considerável destruição de vias de acesso pelas cheias que se seguiram que tornou difícil a entreajuda entre as vítimas e a sua localização e resgate por parte das equipas especializadas.

Sublinhou que as Nações Unidas reconhecem que o sistema de Aviso Prévio funcionou perfeitamente no meio urbano, “porém, achamos que, provavelmente, tenha havido lacunas de comunicação no meio rural que podem ter levado que parte da população não respondesse convenientemente aos alertas de evacuação”.

A finalizar, manifestou o consentimento da UNISDR para garantir que a reconstrução aconteça da melhor forma possível e repisou a promessa de reforçar a cooperação com as autoridades moçambicanas para que caso o país volte a enfrentar desafios similares não se perca tantas vidas e bens materiais.

Texto de Jorge Rungo, em Genebra

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