Nacala pode descambar. Os seus cidadãos poderão ficar sem chão, casas e infra-estruturas vitais. A erosão progride com vigor ainda mais forte à medida que claramente escasseiam recursos financeiros para que o pior não venha a acontecer.

O futuro de Nacala, a cidade portuária que é a segunda maior cidade de Nampula, pode ser definido, por isso, como incerto, dada a multiplicação de ravinas, um pouco por toda parte, as mesmas que destroem claramente o tecido social e económico.

Estamos a falar de ravinas perigosas, passiveis de matar, caso nada se faça em termos de reordenamento territorial e aplicação de uma elaborada engenharia de contenção de solos. 

As autoridades locais falam de um problema antigo, entretanto, actual pelo que simboliza em termos de fatalidade, tudo conjugado com um relevo desfavorável, sob a forma de escadaria, que facilmente movimenta solos da chamada cidade alta para a baixa, onde se localiza o imponente Porto de Nacala, de águas profundas.

O relevo numa espécie de escadaria, apresenta um declive bastante acentuado, de quase 100 metros no seu ponto mais alto, no limite Este da entrada de quem vem, via terrestre, da cidade de Nampula.

A partir daqui o solo vai se formatando em diferentes camadas, escadas, até lograr o ponto mais baixo perto do Porto, no chamado ponto zero.

TEXTO DE BENTO VENÂNCIO E ABIBO SELEMANE

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