A Escola de Comunicação e Artes (ECA), da Universidade Eduardo Mondlane, foi palco ontem, de um seminário sobre teatro.

 A propósito do seminário, Nataniel Ngomane, Director do ECA disse: “Ao fim de 38 anos de independência a situação do teatro em Moçambique pauta-se pelas caminhadas incertas de algumas sombras num deserto, sem água, nem futuro à vista. A existência de duas companhias profissionais, num país com 22 milhões de habitantes e 4 televisões em sinal aberto, não esgota as expectativas, nem comerciais nem estéticas, de novas gerações que começam a emergir. E esta insuficiência também não consegue esconder o que estruturalmente não tem sido feito para consolidar a formação de um público que sustente um mercado e crie condições para que o teatro se manifeste em livre oportunidade, de modo a que novas gerações de agentes artísticos e teatrais possam expressar-se e levar por diante as suas produções”.

Reflectir o teatro na sua plenitude é um dos objectivos do seminário. “É neste sentido que a ECA/UEM (Escola de Educação e Artes), que tem no Teatro um dos seus ramos principais, decidiu liderar uma iniciativa que transforme este estado de coisas, e promover a constituição de uma Associação de Teatro que possa pela primeira vez no país ser o mediador imparcial entre os seus vários associados e regular um programa de actividades que assegure a quem tem “as ideias” um mínimo de condições para a prática continuada do teatro”, defende Ngomane.

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