O fórum composto por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul (BRICS) realizou, no dia 14 de Novembro corrente, a sua décima primeira cimeira. O seu surgimento foi inspirado pelo relatório de Jim O’Neil publicado em 2001 com o título “Building Better Global Economic BRICs” e o tempo tornou o fórum uma referência incontornável no sistema in-ternacional. A partir de 2010, os BRICS tornaram-se uma espécie de protectores das pequenas potências e parceiros, no sentido de ganhos mútuos, das grandes potências, emergindo assim a Multipolaridade Inclusiva e chegando ao fim o período da hegemonia ocidental. Graças aos BRICS, o mundo hoje vive um período pós-hegemónico. Contudo, a Declaração de Brasília, de 14 de Novembro de 2019, mostra sinais de perca de coesão do fórum. Em termos de análise há pelo menos três razões para a, talvez, aparente perca de fôlego, nomeadamente: a perca das suas vedetas, o aumento do embate exterior e o aumento da burocracia interna.

Numa altura em que os europeus estão a fechar as suas portas à imigração, a Colômbia apresenta dados que mostram os benefícios da entrada de estrangeiros. Notícias postas a circular na semana passada dão conta de que a Colômbia vai, no presente ano de 2019, atingir o maior crescimento económico desde 2015. As previsões apontam para os 3,4% de crescimento até o fim do ano, numa região (América Latina e Caraíbas) em que a média de crescimento é apontada para os 0,2%. Aliás, a tendência dos outros países da região, como os casos do Chile e do Peru, é de decrescer. A boa notícia para aquele país está a ser explicada como sendo resultado, em parte, da entrada de mais de um milhão e quinhentos mil migrantes venezuelanos. Ou seja, quanto mais se agudiza a crise política e económica da Venezuela, mais são os ganhos económicos para a vizinha Colômbia.

Em relações internacionais é bem conhecida a máxima realista segundo a qual “o sistema internacional é anárquico e, por essa via, quem tem poder manda e quem não o tem obedece”. Uma máxima que, ao que tudo indica, o Presidente José Mário Vaz tinha-se esquecido. Tal foi o esquecimento que não se lembrou que ele se mantinha no poder ilegalmente devido ao apoio dado pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) liderada pela Nigéria. Sim, foi a CEDEAO que permitiu a manutenção do Presidente José Mário Vaz no poder, depois de o seu mandato ter chegado ao fim a 23 de Junho último. Contudo, as ambições de manutenção do poder fizeram-no esquecer-se do seu Big Brother, a Nigéria, que age sob a capa da CEDEAO.

O Presidente da França, Emmanuel Macron, decretou, na semana passada, a “morte cerebral” da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), a aliança que coordena as aventuras militares dos europeus mancomunados com os EUA. Desde que foi eleito, em 2016, Presidente dos EUA, Donald Trump insurgiu-se contra a OTAN de tal modo que a apelidou de “aliança obsoleta”. Outrora baluarte da ideia de defesa colectiva transatlântica e materialização da cooperação multilateral contra inimigos comuns, a continuação da aliança é hoje questionada pelas suas duas maiores potências militares. As críticas de Macron e de Trump levam ao levantamento da questão “que futuro para a OTAN?”.

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