Catorze países africanos estão no bom caminho para alcançar o objectivo do acesso universal das populações à água potável até 2030, segundo um novo mapa interactivo divulgado pela organização humanitária e desenvolvimento internacional, WaterAid.

O Mapa Africano da Água foi lançado, segunda-feira última, à margem da conferência da Semana Africana da Água sobre a oportunidade ou não de apoiar o objectivo do projecto de desenvolvimento sustentável mundial para o acesso universal à água, ao saneamento e à higiene até 2030.

A WaterAid está a mobilizar participantes na reunião para apoiar este objectivo e o seu director do Programa Pan-africano, Nelson Gomonda, declarou que  o novo mapa que o novo objectivo de desenvolvimento no sector da água, saneamento e higiene, que coloca África na via que permita a todo o mundo ter acesso a estes serviços essenciais até 2030, é realista e realizável.

"Vários países africanos já estão no bom caminho para atingir esta baliza histórica ao ritmo actual dos progressos, e a maior parte dos outros países podem alcançar esta meta com melhoramentos relativamente modestos nos níveis de acesso", disse.

Ele sublinhou  que os ministros deverão aproveitar a oportunidade para  iniciar um futuro melhor, mais salutar e mais próspero para todos no continente. O mapa é considerado como o primeiro projecto de representação de dados interactivos online  produzido com um público essencialmente africano como alvo.

O Mapa Africano da Água mostra que, em média, 28 milhões de pessoas acedem anualmente  à água em toda África, mas que, se esta cifra aumentar 17 milhões de pessoas, todo o mundo no continente terá acesso à água potável até 2030.

Actualmente, mais de um terço da população africana, incluindo 325 milhões de pessoas não têm acesso à água potável, enquanto mais de 70  porcento, ou seja, 643 milhões estão sem saneamento básico.

A falta de acesso a estes serviços custa anualmente à África Subsariana mais de 50 biliões de dólares americanos em custos de cuidados de saúde e de perda de produtividade, ou seja, mais do que o que o continente recebe sob forma de ajuda.
Cerca de 481 mil pessoas morrem cada ano devido a doenças diarreicas imputáveis à falta de acesso à água, ao saneamento e à higiene.