Entre 350 e 400 comerciantes mauritanos estão bloqueados na República Centro Africana (RCA), exposta à violência que já fez milhares de vítimas, segundo testemunhos telefónicos recolhidos terça-feira à noite pela Rádio Nouakchott.

Um homem identificado como Mohamed Mahmoud Ould Nani afirmou estar presentemente refugiado numa igreja com alguns compatriotas seus perto da fronteira camaronesa para fugir à violência.

Em nome dos refugiados, ele lançou um alerta  às autoridades mauritanas para um repatriamento rápido. Explicou que os cidadãos mauritanos estão presentes em todo o território centroafricano, às vezes em zonas não cobertas pelas redes de telefonia móvel.

“Estes indivíduos estão em perigo e as autoridades governamentais devem reagir para os livrar desta situação”, indicou. Durante os últimos meses, a violência na República Centro Africana tomou um carácter confessional.

Vários países vizinhos da Mauritânia, nomeadamente o Senegal e o Mali, repatriaram os seus cidadãos residentes na República Centro Africana nas últimas semanas.

Um colectivo da oposição mauritana, que estima o número de mauritanos residentes na RCA em dois mil 500 indivíduos, condenou “a inação” das autoridades de Nouakchott e exigiu medidas imediatas para o regresso destes compatriotas ao país.

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