O Reino Unido procura desesperadamente a fórmula mágica de sair da União Europeia sem danos para a sua economia. Quando tudo parecia que a ascensão de Boris Johnson, no dia 23 de Julho, após a renúncia de Theresa May, iria trazer lucidez ao processo factos mostram que tal lucidez é uma miragem. A possibilidade da materialização do Brexit é afectada tanto por factores externos como pelos internos.

Em relação aos factores externos, o destaque vai para a indisponibilidade da União Europeia de renegociar o acordo de Novembro de 2018. Aliás, foi a irredutibilidade de Bruxelas combinada com a rejeição do acordo por muitos membros do Parlamento Britânico que levou à queda de May. Diante da posição de força da União Europeia, Johnson convenceu os seus partidários para o eleger ao cargo de Primeiro-ministro com base numa retórica populista. Chegou a dar indicações de que iria conseguir fazer com que a União Europeia renegociasse os termos do acordo ou o Reino Unido iria abandonar a organização sem acordo, a 31 de Outubro de 2019. Para Jonhson estão fora de cogitação as possibilidades de permanência na União ou de assinar o acordo de saída de 2018.

A nível interno, se May foi obrigada a resignar por ter permitido a inclusão do “backstop” no acordo, Johnson pode cair pela sua pré-disponibilidade de sair da organização sem acordo. Ventos nessa direcção estão sendo fomentados pela esquerda dirigida por Jeremy Corbyn que, no dia 14 do corrente mês, enviou uma carta aos líderes da oposição com assento no Parlamento argumentando, com razão, que o governo de Johnson não tem mandato para levar a cabo uma saída da União Europeia sem acordo. Por isso, Corbyn propôs-se a tentar obter o apoio da maioria dos deputados para ele (Corbyn) presidir um governo provisório, por um período limitado, para convocar eleições gerais. Corbyn, se bem sucedido nas suas intenções, pretende, também, pedir à União Europeia a extensão do prazo de saída e a realização de um referendo de permanência ou saída do Reino Unido da União Europeia.  Leia mais...

Por Paulo Mateus Wache*

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