Há seis semanas, as autoridades de Gibraltar apreenderam um petroleiro iraniano que acusavam de estar a violar as sanções económicas da União Europeia contra a Síria. Duas semanas depois, o Irão respondeu apreendendo um navio britânico que acusou de estar a violar as normas internacionais de navegação marítima. Depois de semanas de negociações, as autoridades de Gibraltar decidiram libertar o petroleiro iraniano, mesmo depois de, à última hora, Washington ter intentado um pedido judicial para “manter cativo” o navio iraniano. A decisão do Gibraltar configura-se, assim, como mais uma derrota de Trump na sua declarada luta contra Rouhani. Esta história torna-se interessante analisar por três motivos: primeiro, a motivação de Washington em pretender “cativar” um petroleiro alheio; segundo, o comportamento “desafiante” do Gibraltar que recusou vergar-se aos EUA; e, terceiro, as narrativas “vendidas” à opinião pública nacional e internacional pelas autoridades de Gibraltar e de Teerão.

Na edição passada deste jornal ocorreu uma troca de artigos, em que atribuímos o texto com o título Caxemira, a eterna "dor de cabeça" dos "irmãos indianos" a Paulo Mateus Wache e o Governo indiano atiça instabilidade de Caxemira a Edson Muirazeque. Na verdade, o primeiro é da autoria de Edson Muirazeque e o segundo de Paulo Mateus Wache. Pelo sucedido, pedimos desculpas aos articulistas e aos leitores.

O Reino Unido procura desesperadamente a fórmula mágica de sair da União Europeia sem danos para a sua economia. Quando tudo parecia que a ascensão de Boris Johnson, no dia 23 de Julho, após a renúncia de Theresa May, iria trazer lucidez ao processo factos mostram que tal lucidez é uma miragem. A possibilidade da materialização do Brexit é afectada tanto por factores externos como pelos internos.

Câmbio

Moeda Compra Venda
USD 63,6 64,83
ZAR 4,56 4,65
EUR 71,57 72,96

11.04.201Banco de Moçambique

Quem está Online?

Temos 427 visitante(s) ligado(s) ao Jornal