Algumas famílias vítimas das últimas enxurradas e que se encontram acolhidas no centro de Inhagóia, na cidade de Maputo, queixam-se de não haver clareza no critério 

de distribuição de terrenos em locais seguros para os reassentamentos.

A infortunada nesse esquema foi Elina Zandamela, que revelou ao domingo que, da primeira vez, no ano passado, quando foi afectada pelas chuvas, as autoridades prometeram dar-lhe um terreno numa zona segura para construir uma nova residência, mas que tal não aconteceu, apesar de outros cidadão na mesma situação ter recebido o seu.

“O edil de Maputo, David Simango, garantiu, no ano passado, que as vítimas das enxurradas tinham de ser transferidas das zonas assoladas para outros locais seguros, o que nunca aconteceu. O que me lembro de ter acontecido é o levantamento das casas afectadas feito pelos funcionários de município para saberem o número daqueles que deviam beneficiar-se de terrenos. Mas nada disto avançou. Receio que volte acontecer o mesmo este ano”, lamentou Elina Zandamela.

Por sua vez, Felisberto Soquisso, secretário de bairro de Inhagóia ˝A˝, disse que o município de Maputo, no ano passado, disponibilizou-se em oferecer terrenos às vítimas das enxurradas. Dezassete famílias do bairro de Inhagoia ˝A˝ ter-se-ão beneficiado do Direito de Uso e Aproveitamento de Terra (DUAT), três do bairro 25 de Junho e uma de Inhagóia ˝B˝. “Algumas famílias tiveram DUAT no ano passado, mas não abandonaram os locais de riscos, alegando que não dispõe de material para construção de nova residência”, afirmou Soquisso.  

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