Quando faltam apenas dois dias para a realização das quintas eleições Presidenciais, Legislativas e para as Assembleias Provinciais no país o cenário de algumas enchentes nos comícios de “caca ao voto” tem suscitado precipitadas antevisões da realização de uma segunda volta como resultado de eleições bem renhidas, numa disputa quase taco-a-taco, entre os três principais partidos políticos concorrentes e seus respectivos candidatos presidenciais. Estamos a falar da Frelimo e Filipe Nyusi, da Renamo e Afonso Dhlakama e do MDM e Devis Simango.

Cai hoje “o pano” da campanha eleitoral que durou 45 dias consecutivos e  todos os concorrentes a este pleito (cerca de três dezenas de partidos) deverão, como manda a lei eleitoral, encerrar ( pelo menos formalmente) as suas actividades de caça ao voto, de modo a que nas 48 horas subsequentes os potenciais eleitores reflictam bem e no dia “D” escolham, conscientemente, aquele partido e candidato que acreditam tenha apresentado a melhor proposta de governação para os próximos cinco anos.

A Frelimo e seu candidato Filipe Nyusi agendaram, para o final da manhã de hoje, um mega “showmicio” de encerramento da fase da campanha eleitoral no bairro de Malhazine (no espaço onde será construída a futura sede da Frelimo a nível da cidade de Maputo).

Com um universo estimado em cerca de 4 milhões de membros registados (maiores de 18 anos), em todo o país, as estruturas do topo desta cinquentenária formação politica já visualizam um espectro de vitória da Frelimo e seu candidato presidencial, Filipe jacinto Nyusi, apesar de algumas sondagens, comentários de determinados analistas políticos, bem como de alguns “militantes das redes sociais” prognosticarem uma segunda volta.

A nossa Reportagem acompanhou há dias a actividade de caça ao voto do Presidente da Frelimo, Armando Guebuza, a alguns distritos previamente seleccionados das províncias de Nampula (Mecuburi, Murrupula e Nacala-a-Velha), Cabo Delgado ( Metuge, Balama e Macomia)  e Niassa ( Mavago e Chimbunila), onde em quase todos os comícios por ele orientados notou-se uma forte participação de potenciais eleitores. Importa referir que na província de Nampula estão em disputa 47 assentos para a Assembleia da Republica, 22 em Cabo Delgado e 14 em Niassa.

Não obstante a inevitável dispersão e migração de votos tudo indica que no meio rural a tendência do voto aponta para uma vitória da Frelimo e seu candidato presidencial, Filipe Nyusi. Alguns potenciais eleitores abordados pelo domingo, quer nos lugares de realização dos comícios e fora deles, foram peremptórios ao afirmar que “o povo vai premiar a Frelimo pelas inúmeras realizações do seu governo e de Guebuza nos últimos dois mandatos”.

Abdala L. Amisse, 48 anos de idade, reside em Mecuburi e dedica-se a prática da agricultura, quando questionámo-lo sobre a apreciação que fazia da campanha eleitoral (já no seu 41 dia) foi bombástico na resposta ao afirmar que “eu tinha que ser muito estúpido para votar num partido diferente da Frelimo e seu candidato Nyusi, depois de tudo o que este partido fez pelo povo. Sabe, aqui nos distritos somos muitos que reconhecemos as realizações do “velho” Guebuza e seu governo. Vocês lá nas cidades é que reclamam e falam muito porque já têm tudo o que precisavam e agora perseguem “caprichinhos”.

Com cerca de 23 milhões de habitantes Moçambique vive um dos seus melhores momentos em termos de crescimento económico (com uma média de 7 por cento)  e atracção de investimentos estrangeiros em sectores diversificados. Ora, esta situação não passa despercebida até para o mais pacato cidadão que já visualiza a espiral de desenvolvimento do seu país a partir mesmo da localidade ou distrito mais recôndito.

UMA TÓRRIDA CAMPANHA ELEITORAL

A campanha para as eleições Gerais de 15 de Outubro, que hoje termina, foi marcada por alguns momentos de violência e muita agressão verbal de determinados candidatos presidenciais que atacavam com sofreguidão a Frelimo e seu candidato no lugar de privilegiarem a transmissão das suas mensagens eleitoralistas e as linhas principais dos seus manifestos.

Isto é, a campanha eleitoral tornou-se a dado momento tórrida e caracterizou-se por uma indisfarçável rivalidade, configurando certas vezes um ambiente de hostilidade aberta, entre apoiantes dos três principais partidos concorrentes as eleições. 

Ciente desta realidade o Presidente da Frelimo, Armando Guebuza, exortou a população moçambicana, no geral, a partir do distrito de Nacala-a-Velha, província de Nampula, para que se abstenha de comportamentos que atentem à tranquilidade e ordem pública durante esta fase e sobretudo no período pos eleitoral.

Conforme referiu Guebuza “a fase de campanha e o momento de votação são um momento de festa quer para os apoiantes de um determinado partido assim como para os candidatos presidenciais dos quais se espera que apresentem as suas propostas de governação e a necessária argumentação e não insultos a terceiros. É por isso que, nós, ao falarmos do que a Frelimo se propõe a fazer e o seu candidato às presidenciais, Filipe Nyusi, cingimo-nos aos aspectos que corporizam  o nosso manifesto e as ideias que ele traz para o novo ciclo de governação que se irá abrir com a realização das eleições de 15 de Outubro”, disse Guebuza.

Aliás, no namoro aos potenciais eleitores de Chimbunila, província de Niassa, o presidente da Frelimo exortou-os insistentemente para que estes não levem consigo qualquer material de propaganda partidária para os locais de votação “para evitarmos confusões e provocações que podem disso resultar”.

Fora disso, acrescentou Guebuza, “não podemos ser impacientes, caso encontremos longas filas nos postos de votação, porque este exercício será feito em apenas um dia. Temos que ter a paciência de esperar até chegar à nossa vez. E neste processo, devemos levar connosco os nossos familiares, vizinhos e amigos em idade eleitoral porque a votação é momento de festa”, disse Guebuza.

José Sixpence

Fotos de Ferhat Momade

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