A governadora da província de Maputo, Maria Elias Jonas, que se deslocou a Mbuzini por ocasião da efeméride, referiu no seu discurso alusivo à data que a melhor forma de o recordar Samora é seguir o seu exemplo e determinação na solução dos problemas dos moçambicanos.

Segundo defendeu, Samora Moisés Machel foi um líder carismático que vinte e sete anos após o seu desaparecimento físico, “continuamos a não aceitar a perda, mas reunimos forças para enaltecer os seus feitos em tudo o que fazemos em diferentes áreas da nossa sociedade”.

Para Maria Jonas, a morte tornou-se tão pequena para acomodar uma figura tão grande quanto Samora Moisés Machel. “Este continuou, continua e continuará vivo em cada um de nós”.

Na ocasião, Maria Jonas recordou os motivos que levaram Samora a juntar-se à Frelimo após a sua formação, tendo destacado duas razões, nomeadamente, o cansaço que ele tinha da opressão colonial e a discriminação que os moçambicanos sofriam no seu território.

“Samora Machel foi o primeiro a levantar o braço quando foram pedidos voluntários para a guerrilha. A sua posição firme e o seu cometimento para com a causa popular foram de certo modo contagiantes e muitos dos indecisos seguiram-lhe o exemplo. Pela sua determinação e engajamento, logo foi escolhido para dirigir o grupo”,disse Maria Jonas.

Acrescentou que dada a sua entrega abnegada às causas justas logo tornou-se inimigo de muitas pessoas, sobretudo as ligadas ao então regime do Apartheid.

“Mesmo reconhecendo a superioridade militar do apartheid, não hesitou em apoiar incondicionalmente o ANC. Apropriou-se da causa desta luta sem olhar para quanto isso poderia custar a si própria e ao seu povo”,disse Maria Jonas, para quem recordar Samora é falar dos desafios que cada moçambicano tem no processo de construção do país.

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