O partido Frelimo, reunido ontem na Matola em I Sessão Extraordinária do Comité Central (CC), aprovou por unanimidade o manifesto eleitoral, sob o lema “Unidos, fazemos Moçambique crescer”, a ser submetido à votação nas eleições presidenciais, legislativas e das assembleias provinciais de 15 de Outubro.

Na mesma reunião, foram igualmente aprovados os cabeças-de-lista à eleição dos deputados da Assembleia da República e a governadores provinciais.

Discursando momentos depois da aprovação do manifesto, o Presidente da Frelimo, Filipe Nyusi, sublinhou tratar-se de um documento inclusivo, abrangente que espelha os anseios dos moçambicanos, independentemente da raça, etnia e filiação partidária.

“O nosso manifesto, nos moldes que o aprovámos, emite claramente o comando para o próximo Plano Quinquenal do Governo que deve garantir a transparência, justiça social e inclusão e ser espelho do patriotismo e integridade”, frisou.    

Debruçando-se sobre o documento em si, Filipe Nyusi destacou que permite um desenvolvimento económico-social do país, através de políticas integradas e orientadas para a geração de riqueza de forma a assegurar a melhoria das condições de vida da população e distribuição justa dos rendimentos nacionais.

Ainda de acordo com o Presidente da Frelimo, pela sua importância o documento ora aprovado guiará na abordagem dos assuntos principais para os próximos tempos tendo um peso capital nas eleições que se aproximam.

“A elevação do nível de vida da população através da transformação estrutural da economia, expansão e diversificação da base produtiva deve ser garantida através de uma agenda nacional de desenvolvimento, que será instrumento orientador do Governo e de todos os actores sociais e económicos para o quinquénio 2020/2024”,afirmou.

O dirigente da Frelimo disse ainda que a agenda 20/24 encontrará no manifesto a possibilidade de adoptar o modelo de transformação económica baseado na industrialização do país, subentendido como processo de transformação e adequação de valores aos recursos naturais que possuímos.

Sublinhou haver necessidade do envolvimento das comunidades no processo da planificação e participação nos projectos. “A industrialização exige uma melhor coordenação de políticas, integração de vários actores da sociedade, bem como recurso a tecnologias apropriadas e especialização de mão-de-obra nacional”.

Na vertente económica, o manifesto define as principais áreas de acção em que a melhoria do ambiente de negócios, desenvolvimento de infra-estruturas de suporte e de produção, mobilização de recursos internos afiguram-se primordiais para a estabilidade macroeconómica.

Nas áreas sociais, o manifesto permite continuar a apostar no desenvolvimento do capital humano, modernização da administração pública e do sistema de justiça e exaltação da moçambicanidade, através da educação cívica e patriótica. Leia mais...

Texto de Domingos Nhaúle 

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