O Complexo Logístico de Grafite, outro braço operativo na exportação de grafite produzido no distrito de Balama, em Cabo Delgado, é uma realidade desde a passada sexta-feira. É uma espécie de porto seco que visa tornar ainda maior o Corredor de Desenvolvimento de Nacala.

Falando no acto da inauguração, o Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi, sublinhou que a infra-estrutura, gerida pela GRINDROD, Lda., visa responder às necessidades de Moçambique nas exportações daquele recurso estratégico.

O terminal de grafite já é visto como indutor de novo futuro, risonho, para a região e para o país, assumindo-se como vital para a proliferação de serviços industriais.

A infra-estrutura integra a fábrica de grafite de Balama na cadeia do seu comando logístico, num circuito que abrange igualmente o Porto de Nacala, este último com a função de assegurar o acesso a mercados de classe mundial como os Estados Unidos da América e a China.

A sua materialização consumiu qualquer coisa como 24 milhões de dólares americanos em investimentos que visaram a instalação de equipamentos industriais.

Está a empregar 250 trabalhadores, estando apostada em trabalhar lado a lado com empresas locais e em promover acções de empoderamento das comunidades no quadro da responsabilidade social corporativa.

Para o Chefe de Estado, o empreendimento começou a ter pernas para andar quando recentemente foi inaugurada a fábrica de grafite de Balama.

Nyusi inseriu a materialização do projecto de complexo logístico no rol de bons exemplos de implementação de zonas económicas especiais na cidade portuária de Nacala.

Apontou que o mesmo servirá de plataforma de exportação de recursos naturais existentes em Moçambique, gerando renda que irá conferir equilíbrio à nossa balança comercial.

Na ocasião, o estadista moçambicano informou que durante o primeiro trimestre do ano em curso 452 mil toneladas de produtos diversos foram manuseadas no Porto de Nacala, mais 13 por cento para além do total projectado devido à atracagem de mais navios.

Referiu que estes números poderão ainda melhorar com o início das operações do terminal de grafite que prevê escoar 20 mil toneladas deste recurso.

Revelou que há ainda mais grafite no distrito de Montepuez, em Cabo Delgado, facto que desafia o país a investir na modernização do Porto de Pemba para mais tarde colher dividendos que serão úteis para a construção de infra-estruturas sociais como estradas, escolas e centros de saúde. Leia mais...

 

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