Finalmente, Tshisekedi vai ter governo próprio!

Vislumbra-se uma luz no fundo do túnel para a governação do Presidente Felix Tshisekedi, da República Democrática do Congo (RDC). Dois anos depois das eleições que trouxeram Tshisekedi à presidência da RDC, o parlamento do país forçou a queda do Primeiro-ministro, Sylvestre Ilunga Ilunkamba, ao aprovar, por larga maioria, uma moção de censura que o obrigou a demitir-se do cargo. Com a demissão de Ilunkamba, um fiel apoiante do antigo presidente Joseph Kabila, parece estar aberta a possibilidade de, finalmente, Tshisekedi formar um governo à sua imagem e, talvez, desmantelar o domínio de Kabila sobre a vida política do país.

O ano de 2018 foi marcante para a história da RDC, de África e do mundo como um todo. Nas eleições presidenciais realizadas naquele ano, o “mundo todo” acreditava que Joseph Kabila iria, “mais uma vez”, manipular os resultados eleitorais para continuar a dominar a cena política do país. Ainda que não fosse candidato nas eleições, já que aparentemente decidira retirar-se da vida política activa, havia uma crença de que ele (Kabila) continuava a ser quem “puxava os cordelinhos” no Partido Popular pela Reconstrução e Democracia, no governo. O “mundo” ficou, no entanto, espantado e boquiaberto quando a Comissão Nacional Eleitoral Independente do país anunciou que o vencedor do escrutínio era Felix Tshisekedi e não o candidato indicado por Kabila.

residenciais eram espantosos porque “fintaram” todas as sondagens que eram feitas. De entre os candidatos à presidência, nenhuma sondagem sequer colocava Tshisekedi como favorito para vencer as eleições. As previsões apontavam Emmanuel Shadary como o mais provável vencedor. A razão disto é que ele não só era o candidato indicado por Kabila, como também carregava consigo toda a máquina governativa, dado que o seu partido é que estava a governar. Outro candidato favorito era Martin Fayulu, na altura considerado “líder da oposição”, por ter conseguido formar uma coligação com partidos de figuras de peso como Moise Katumbi e Jean Pierre Bemba.

Edson Muirazeque *
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