Quando a honestidade interessa menos que o perfume

Bula-bula gostaria de candidatar-se a uma vaga na Comissão Nacional de Eleições (CNE). Seria qualquer coisa como uma cereja no topo de um bolo cremoso e apetitoso; sério que ia calhar bem até porque estamos a passos largos para o final de um ano – atípico, diz-se – marcado pelo abrandamento económico com evidentes sinais no bolso do pacato cidadão.

Sim... porquê não sonhar com um lugar daqueles? Participar em reuniões magnas, vestir casaco e gravata. Andar com sapato brilhante e ter os cabelos alinhavados como se tivessem sido passados à ferro. Quem não gostaria? Pelo menos iria descansar deste soldo minguado de escriba e começar a sonhar com outras realidades. Quem sabe se não seria esse o primeiro passo para sonhar com um cargo mais adiante, mais acima... quem sabe?

Não é à toa que um certo cidadão cantou que “da barriga de uma mãe/ nascem presidentes, ministros, engenheiros... então, Bula-bula, tendo também nascido de uma feminina barriga, pode aspirar a esses cargos... Leia mais...

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