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Lá como cá a diferença é igual

Novembro 28, 2020 746

As eleições americanas, quer gostemos, quer não, vão continuar a polarizar as atenções de todo o mundo pelo peso específico que a terra de George Washington tem no concerto das nações... afinal, a chamada democracia moderna parece beber uns cafés ali na sombra da Estátua da Liberdade.

Ora houve eleições por aquelas bandas. Trump, que concorria para a sua própria sucessão, caiu de bruços. Joe Biden, ex-vice de Obama, guindou-se na primeira posição. Imediatamente, o ainda inquilino da Casa Branca desceu o pau em tudo o que se mexia à sua volta: esperneou, gritou alto e bom som que houve fraude.

Fraude?

Até as estátuas viraram-se para aquele lado... então o país mais democrático do mundo, defensor dos direitos humanos e outros tantos títulos, também era vulnerável ao vírus da fraude?

Mas o que mais chamou a atenção de Bula-bula foi o silêncio sepulcral das ONG que, regra geral, quando se trata de um país africano e de Moçambique em particular, fazem um escarcéu dos diabos. Não é preciso dizer mais... para elas, as tais ONG, em Moçambique nunca houve eleições justas e transparentes.

Agora que a coisa se deu lá de onde vem a mola que os mantém activos, quedam-se mudos. Nem um comunicadozito a protestar. Nada. Silêncio total. Quando é o patrão a fumaça não deixa ver nada mais nada menos do que a ponta do umbigo.

Afinal a democracia tem cores e regras diferentes?

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