Operadores turísticos e pescadores dos distritos de Vilankulo e Inhassoro, na província de Inhambane, opõem-se à realização de pesquisas de hidrocarbonetos no arquipélago de Bazaruto, na região Norte, nomeadamente com intuito de confirmar a extensão dos jazigos de gás natural e ocorrência de petróleo.

Com efeito, estes agentes económicos entendem que as explorações sísmicas e perfuração em mar, no bloco 16/19, nas províncias de Inhambane e Sofala, representam um atentado contra o turismo e pesca, principais actividades económicas da zona.

Segundo argumentam, a circulação de barcos, além do perigo de poluição das águas através de eventual derrame de óleo durante a perfuração, terá como primeira consequência o afugentamento das espécies marinhas protegidas que constituem o mais importante atractivo turístico.

Estes pontos de vista foram apresentados recentemente durante um debate realizado no distrito de Inhassoro que visava a apresentação pública do relatório do estudo de pré-viabilidade ambiental e definição do âmbito do projecto de aquisição sísmica e Perfuração em Mar, no Bloco 16/19 submetido à Sasol Petroleum Moçambique Exploration Limitada, concessionária da área, pela Gol der Associados Moçambique Limitada.

Na ocasião, os pescadores, operadores turísticos bem como instituições da Administração do Parque Nacional de Bazaruto requereram ao Governo que impeça o desenvolvimento da indústria extractiva na região.

O Governo deve chumbar as pesquisas de hidrocarbonetos no arquipélago de Bazaruto porque isso vai matar completamente o turismo”, apelou Cipriano Neto, um dos sócios de uma estância turística na ilha de Bazaruto, arquipélago do mesmo nome. Leia mais...

Texto de Vitorino Xavier

 

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