Transporte de carga, hotelaria e restauração, habitação, manutenção industrial, jardinagem, infra-estruturas eléctricas, de água e saneamento e canalização de gás natural para uso industrial e doméstico são algumas áreas nas quais o empresariado nacional é chamado a investir no âmbito da exploração das diferentes reservas de gás existentes no país.

Omar Mithá, Presidente do Conselho de Administração (PCA) da Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH), aponta que o sector privado nacional deve reforçar a sua musculatura financeira para conquistar o seu espaço no mercado local porque há imensos projectos que carecem de investimento e que podem ser explorados por eles.

Tomou como exemplo os campos de Pande e Temane, em Inhassoro, na província de Inhambane, que se encontram em fase de maturação e que, do ponto de vista de oportunidades de negócios, já contribuem com 33 por cento da reserva de energia no país.

Para ilustrar a ordem de grandeza do potencial energético destas duas áreas, Mithá disse que, “paulatinamente, estes campos ganham o potencial de destronar a Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), se a central de Mpanda Nkuwa não avançar”.

Sublinhou que o gás natural até aqui descoberto em Inhambane e na província de Cabo Delgado poderá ser o elemento fundamental para a electrificação nacional e da região Austral do continente nos próximos tempos, razão pela qual os empresários devem apostar neste sector, na forma de Investimento Directo Nacional (IDN), Investimento Directo Estrangeiro (IDE) ou de “joint ventures”.

Ainda em relação ao gás de Pande e Temane, ajuntou que a cidade de Maputo e a vila-sede do distrito de Marracuene, na província de Maputo, já estão ligadas a uma rede de fornecimento de gás para uso doméstico e industrial, à semelhança do que se passa nas sedes dos distritos de Inhassoro, Govuro e Vilanculo.

De forma mais concreta, indicou que os empresários nacionais podem ter uma participação massiva, por exemplo, no transporte de condensado por via rodoviária, actividade que, aliás, já está a ser desenvolvida por algumas empresas para o escoamento deste produto através do Porto da Beira.

Por se tratar de um projecto que está na fase de maturação há sempre manutenção ou substituição de equipamentos ao longo do gasoduto, nos centros de processamento, entre outros locais, facto que vai implicar o fornecimento de bens e serviços por empresas locais. Estas são mais oportunidades que podem ser visualizadas ainda nesta fase”, sublinhou.

Ainda em alusão ao projecto de gás natural de Pande e Temane fez saber que já há contratos assinados que, de certa forma, têm uma longevidade de médio e de longo prazo, mas por causa da dimensão das reservas poderão ser levantadas questões relacionadas com a sua performance ao longo do tempo.

Por causa disso, disse que a ENH e parceiros pretendem observar a ligação subsequente do projecto de Pande e Temane com os de Inhassoro, Bacia de Mazenga (que perfaz a área marítima que banha as províncias de Maputo, Gaza e Inhambane) e a área de Búzi.

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