- Ari Aisen, representante residente da instituição em entrevista ao domingo
 

 As discussões em tor­no de uma eventual retoma da relação normal entre Mo­çambique e os seus parceiros de cooperação in­ternacional, encimados pelo Fundo Monetário Internacio­nal (FMI), só serão feitas de­pois das eleições gerais que vão ter lugar em Outubro “caso o futuro Governo assim o deseje”.

Enquanto isso, o FMI e o Banco Mundial sinalizam para o mundo a necessidade de se prestar a assistência ao país no âmbito da reconstrução pós­-ciclones Idai e Kenneth, com a concessão de cerca de 120 milhões de dólares pelo FMI, enquanto o Banco Mundial avança com 90 milhões.

A zona Centro do país foi assolada recentemente pelo ciclone Idai que destruiu in­fra-estruturas e afectou ne­gativamente o funcionamento das instituições e o tecido em­presarial. Qual será o impacto deste ciclone nas perspectivas económicas para Moçambi­que?

A ocorrência do ciclone Idai veio interromper o ciclo de recuperação gradual da economia moçambicana após a desaceleração registada em 2016 e 2017. Em 2018 a eco­nomia cresceu a 3.3 por cento que, embora esteja abaixo do nível de 2017, tem uma base mais alargada, o que implica que vários sectores da eco­nomia estão a recuperar gra­dualmente. Neste cenário, em Novembro de 2018 o FMI previa para Moçambique um crescimento económico de 3.8 por cento.

Porém...

 Como resultado do efeito negativo do ciclone Idai, par­ticularmente nas infra-estru­turas, agricultura, transporte e comércio, o crescimento da economia em 2019 deverá ser inferior, seguido de forte re­cuperação em 2020. No médio prazo, projecta-se uma ex­pansão mais significativa com o início da produção do Gás Natural Liquefeito (GNL) em 2023.

Em relação à inflação?

O choque de oferta nega­tivo resultante do “Idai” na agricultura e transporte redu­ziu a disponibilidade de ali­mentos na Beira e em outros distritos do Centro do país, levando ao aumento de pre­ços dos produtos alimentares, o que poderá ocasionar um pequeno aumento da inflação em 2019, mas ainda em níveis moderados.

A pedido do Governo, o FMI anunciou recentemente um crédito de 118.2 milhões de dólares. Qual é a finalidade e condicionalismos deste cré­dito?

Texto de Jorge Rungo
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