MEMÓRIA : José Luís, o Zé Gato

Na história dos melhores guarda- -redes que Moçambique viu nascer, acima do falecido Filipe Chissequere, há dois nomes que dividem opiniões sobre quem é, de facto, o melhor da história do país. Trata-se de José Luís e Nuro Americano. A comparação feita naquele tempo é semelhante à dos dias que correm em relação ao argentino Leonel Messi e o português Cristiano Ronaldo. Uns consideram Messi um génio, um extra-terrestre, enquanto outros preferem CR7, que se fez grande vedeta mundial graças ao excelente trabalho que desenvolve. Há também quem o considere melhor atleta do mundo, por esse facto.

Os antigos colegas de José Luís defendem que ele podia não se treinar convenientemente, até durante uma semana, mas sempre que fosse chamado ao jogo exibia-se a um nível altíssimo, com habilidade, elasticidade, rapidez e inteligência incomuns. Enquanto Nuro Americano, também espectacular, mas com melhor leitura de jogo, elegante fora e entre os postes, era um trabalhador por excelência.

Quando os adversários se isolassem na área do Textáfrica, os colegas de José Luís não se preocupavam, porque tinham enorme confiança de que o seu guarda-redes ia tirar a bola dos pés do oponente, sempre com intervenções incríveis: detendo remates, tanto rasteiros, como à meia- -altura ou em bolas altas. Só se desesperavam quando vissem a bola a anichar-se no fundo das redes da baliza à sua guarda.

Em outras circunstâncias, José Luís defendia a bola para perto, ficando completamente estatelado no chão, mas logo de seguida, em situação difícil para um humano, punha-se de pé, de imediato, e mesmo que na recarga a bola fosse para um canto superior da baliza, conseguia defendê-la, ficando com ela nas mãos ou afastando-a para longe da baliza com os punhos serrados ou abertos. Por essas características fora do comum, apelidaram-no de Zé Gato. Leia mais...

TEXTO DE JOCA ESTÊVÃO

Classifique este item
(0 votes)