Moçambique, Bob Marley & The Wailers na festa da independência do Zimbabwe

A libertação completa de Moçambique do jugo colonial português, que culminou com a Independência Nacional a 25 de Junho de 1975, impulsionou a ascensão da Rodésia do Sul à Independência, adoptando o nome Zimbabwe, já livre da denominação britânica, depois de várias etapas da colonização. A 18 de Abril de 1980 o Zimbabwe, que já tinha sido declarado independente em 1965, à revelia do governo sediado em Londres, acabou, oficialmente, proclamado país independente, um feito bem tardio em relação aos restantes países africanos que lutaram pela sua libertação da colonização.

Essa libertação dos zimbabweanos foi motivo de grande júbilo e merecedora de uma comemoração com pompa.

Uma selecção de futebol que havia sido convidada para abrilhantar o evento à última hora não se mostrou disponível e por isso se recorreu a Moçambique, através da Selecção Nacional.

Infelizmente, naquela altura, os jogadores do Costa do Sol, que fornecia uma boa parte de jogadores à selecção, nomeadamente Gil Guiamba, Luís Siquice, Ramos Siquice, Nito, Artur Semedo, Sergito, César Manjate, e do Palmeiras da Beira, que cedia os falecidos Rui Marcos, primeiro capitão de Moçambique independente, e Artur Rosinha Meque, além de João Cossa, o homem que marcou mais golos em um só jogou pela Selecção Nacional (cinco golos frente ao Lesotho, na vitória por 6-1) não foram convocados porque estavam a preparar-se para compromissos internacionais. O Costa do Sol tinha sido campeão nacional e vencedor da Taça de Moçambique, em 1979, derrotando o Palmeiras, na final, tendo a obrigação de representar o país na antiga Taça das Taças, jogando com o Mathlama do Lesotho. Recorde-se que o convite do Zimbabwe surgiu num momento em que o Costa do Sol defrontou o Bilima do Zaire, do perigoso Maele, que também viria a ser o carrasco de Moçambique numa eliminatória de qualificação a um CAN. Leia mais...

TEXTO DE JOCA ESTÊVÃO

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