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2021 pode estar comprometido

Fevereiro 07, 2021 2377
- Pedro Cossa, novo Presidente da Associação Moçambicana de Economistas (AMECON) - Pedro Cossa, novo Presidente da Associação Moçambicana de Economistas (AMECON)

Quando o ano passado (2020) iniciou, as entidades que lidam com matérias relacionadas com as perspectivas económicas prenunciavam que haveria uma aceleração económica de 4,2 por cento em 2020 e 6,5 por cento no presente ano (2021) e anos seguintes, fruto dos investimentos que ocorreriam nos sectores de construção e da reestruturação da dívida interna e externa.

Todavia, ainda no decurso do primeiro trimestre, a pandemia do novo coronavírus desfez todas as melhores expectativas ao propagar-se pelo mundo inteiro e tornar inviáveis vários projectos de Investimento Directo Estrangeiro (IDE) e investimento interno, com realce para o sector de turismo e afins, onde o impacto da pandemia se fez sentir com maior ferocidade.

Aliás, em meados de Outubro do ano passado, o Fundo Monetário Internacional (FMI) alertou, por via do seu Relatório de Perspectivas Económicas para África que, devido à crise provocada pela pandemia, que Moçambique iria registar um crescimento económico negativo de 0,5 por cento, isto depois de em Junho do mesmo ano o mesmo FMI ter cogitado a possibilidade de o país crescer em pelo menos 1,4 por cento.

Jorge Rungo

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