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EM JEITO DE JUSTIFICAÇÃO DA MINHA AUSÊNCIA NO 1.º DIA

Janeiro 09, 2021 594

Bem-vindos ao novo ano de 2021! Inicio este artigo (que seria e é o segundo deste ano) por suplicar a complacência e indulgência dos amados e respeitados leitores, desta minha/nossa página, pelo facto de eu ter “gazetado” no primeiro dia de trabalho deste novo ano.

O facto deveu-se a uma razão alheia à minha vontade. E, como todos nós sabemos, existem razões e razões. Blaise Pascal, prodigioso filósofo, físico, teólogo e matemático francês, escreveu a respeito da razão: “O coração tem razões que a própria razão desconhece”. Com efeito, por vezes nós deixamo-nos levar pelo discurso do apóstolo Paulo quando escreveu à devassa população da cidade do município de Corinto (Grécia antiga) que “Todas as coisas nos são lícitas”, e que por isso temos razão de falar e escrever tudo o que nos vier na nossa cachimónia. Porém, esquecemos que o próprio Paulo alertou a seguir: “Nem todas as coisas convêm”. (1Corintios 10:23). E Umberto Eco (1932/2016), escritor, professor e filósofo italiano, alertou também no seu romance “O Nome da Rosa”, romance que foi considerado um dos maiores sucessos literários do século XX: “Nem todas as verdades são para todos os ouvidos, e nem todas as mentiras podem ser reconhecidas como tais”. Por seu turno, José Saramago, escritor português, galardoado com o Nobel de Literatura de 1998, falecido em 18/06/2010, escreveu: “Vivemos num sistema de mentiras organizadas, entrelaçadas umas nas outras. E o milagre é que, apesar de tudo, consigamos construir as nossas pequenas verdades, com as quais vivemos, e das quais vivemos”. Hoje, reconheço que somos livres sim de fazer e ou escrever o que quisermos, mas sempre lembrados que vivemos dentro de uma sociedade que nos impõe regras e padrões. Cabe, pois, a nós segui-los. Por isso, as circunstâncias dominam e não há margem para alguém fazer valer a sua vontade. Melhor será fazer o possível e não forçar demais. Esta ética não somente nos orienta no imenso mundo fenoménico em que vivemos, dirigindo com conhecimento a nossa conduta, mas explica o que está acontecendo, a razão dos factos que nos cercam e logicamente os justifica quando não quereríamos aceitá-los. Espero ter sido bem explícito. Muito obrigado pela compreensão. Fecho esta justificação, descrevendo um episódio no mínimo ridiculamente espectacular, no qual participei involuntariamente, sem ser convidado. Naquele primeiro “domingo”, coincidentemente era o dia do meu aniversário natalício. Decidi ir dar o meu primeiro mergulho do ano para testar o meu novo peso de idade na praia do “Miramar”. Leia mais...

Por Kandiyane Wa Matuva Kandiya

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