NO DISTRITO DE CAHORA BASSA: Mineradores ilegais de ouro têm polícia e juiz próprios

Nem tudo é baderna na exploração mineira informal, vulgo garimpo. Em Nhamize, no distrito de Cahora Bassa, província de Tete, onde 2400 pessoas fazem-no da forma mais artesanal possível, a abeirar o primitivo. A aldeia onde vivem é tão rudimentar que dá a impressão de que por ali se vive sem rei nem roque. Mas, no meio daquele aparente caos, existe polícia e tribunal criados por eles mesmos.

O que impressiona em Nhamize é que quase todos levam muito a sério os cargos que exercem, mesmo estando cientes de que são de mentirinha. Por sua vez, a comunidade acata as orientações que lhe são dadas a ponto de colaborar com as autoridades através da denúncia de eventuais infractores.

Por ali, todos sabem que quem comete um delito pode ser sancionado, entre outros, com a pena máxima que é a expulsão daquele pequeno território. Exemplos de gente que teve de procurar outras paragens para continuar a levar a vida são muitos, pelo que poucos se atrevem a andar à margem da lei.

Quem já trafegou pela estrada que liga a cidade de Tete à vila de Chitima, sede do distrito de Cahora Bassa, não imagina que a meio do caminho, na zona conhecida por Nhamize, há uma aldeia feita de material precário que alberga acima de 2400 homens, mulheres e crianças. Leia mais...

Texto de Jorge Rungo

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