POR CAUSA DA COVID-19: É hora do turismo doméstico!

O sector do Turismo está numa encruzilhada jamais vista, caracterizada por perdas de 95 por cento das suas receitas mensais desde Março resultantes do encerramento temporário de restaurantes, serviços de alojamento, salas de dança, agências de viagens e casinos, entre outros, afectando cerca de 1200 estabelecimentos e 11.700 trabalhadores.

A visão do Presidente da República, Filipe Nyusi, a respeito deste quadro negro é de que o sector deve mudar de estratégia e fazer uma aposta que as circunstâncias impõem, que é o mercado doméstico. “É um imperativo, porque as consequências sobre o sector do turismo muito extrovertido e orientado para o mercado externo são significativamente negativas”.

É que não é apenas a covid-19 que está a gerar uma situação adversa a este sector. “A contribuição do sector do turismo tem vindo a decrescer nos últimos anos, apesar de todo o potencial existente, assim como o reconhecimento da sua importância para a economia nacional na geração de renda, emprego para os moçambicanos e oportunidades de negócios”, disse Filipe Nyusi na sua visita à província de Maputo.

Com efeito, nos últimos dez anos, a contribuição da hotelaria e restauração no Produto Interno Bruto (PIB) atingiu o pico de 2,6 por cento. Porém, no primeiro trimestre de 2020, a contribuição da Hotelaria e Restauração foi em torno de 1,7 por cento, registando uma descida no segundo trimestre para um por cento.

Os indicadores do turismo referem ainda que o número de chegadas internacionais no país em 2019 foi de cerca de 2 milhões e, em termos de receitas do turismo internacional, o país arrecadou 249 milhões de dólares americanos. O sector emprega perto de 70 mil trabalhadores, em empregos directos, indirectos e induzidos, e tem uma capacidade instalada de cerca de 64 mil camas.

Contudo, e no quadro da implementação das medidas de contenção da propagação da covid-19, o Governo definiu medidas urgentes de excepção, necessárias, adequadas e proporcionais à situação para prevenir a propagação das infecções como meio de salvaguarda da vida humana, da saúde pública e de assegurar o funcionamento dos serviços. Leia mais...

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