EDITORIAL: Tragédias evitáveis

Dezasseis pessoas morreram na semana passada, algures no interior do posto administrativo de Namaíta, distrito de Rapale, em Nampula, quando se encontravam a garimpar ouro numa mina clandestina. Foram surpreendidas por uma enxurrada do afluente de um rio inominado, fruto de chuvas que aconteceram a montante, num local muito distante dali.

Morreram estes dezasseis garimpeiros da forma mais trágica possível. Afogados e envolvidos em lodo. Sem poderem ser socorridos e trazidos à superfície com vida. Morreram, as famílias choram pelas suas almas e o tempo consumirá a memória dolorida e tudo voltará a ser como era dantes.

Infelizmente, é este o ritual a que estamos sujeitos como sociedade que já não estranhamos a morte em circunstâncias similares, antes pelo contrário. A questão que se coloca é de saber de que ponto do país virão as próximas notícias igualmente trágicas.

Só os sinistros ocorridos este ano, com dezenas de fatalidades, evidenciam que se impõe uma reflexão muito profunda sobre o rumo que devemos trilhar como nação para devolver o valor à vida, em primeiro lugar, e a organização deste importante sector económico que mais enluta do que enriquece. Leia mais...

Classifique este item
(0 votes)