PARA OS VIOLADORES SEXUAIS: CASTRAÇÃO QUÍMICA

A cada dia que passa, os veículos de comunicação social, com destaque para as rádios e televisões (exemplo do Programa “Balanço Geral” da Rádio Televisão Miramar), têm-nos “brindado e obsequiado” com informações e imagens assustadoras e horripilantes de homens de quase todas as idades, violando sexualmente crianças, adolescentes e idosas obviamente indefesas.

Muitas dessas imagens que nos apresentam escancaradas, sem dó, nem piedade e muito menos ter em conta a idade dos ouvintes ou telespectadores, são terrivelmente chocantes e arrasadoras. Porque, infelizmente, os homicidas na maioria das vezes acabam silenciando para sempre e brutalmente as suas vítimas, em muitos casos para evitar ser denunciados porque se trata de pessoas muito próximas das martirizadas. Antes de escrevermos esta croniqueta, decidimos conversar com alguns amigos médicos urologistas e soubemos que afinal os donos desta “praia” são os andrologistas, especialidade médica que lida com a saúde dos homens, particularmente em relação às suas funções reprodutoras e sexuais e eles (os andrologistas) têm um papel para os homens parecido com o que os ginecologistas têm para com as mulheres. Mas costumam ser confundidos com os urologistas. Dizíamos que lemos e investigámos vários manuais sobre distúrbios sexuais e “constatámos” que muitas das pessoas com impulso sexual excessivo fazem do sexo a sua razão de viver. E que os portadores desse impulso são incapazes por si sós de se auto-ajustarem e pareceu-nos justo trazermos para a discussão a “castração química”, que em nosso entender poderia ser a melhor solução para os violadores. Até porque as nossas “fontes” afirmaram-nos que o termo é mais jurídico do que médico, e consiste de uma forma temporária de privar o paciente de impulsos sexuais com uso de medicamentos hormonais. Ou seja, não ocorre a remoção dos testículos e o homem continua fértil, mas por ter oscilações na dosagem dos harmónios ele passa a ter dificuldade para ter e manter as erecções. Sobre as causas das violações, as nossas “fontes” informaram-nos que são múltiplas e complexas, indo desde as relacionadas com questões culturais (as que o relacionamento com adolescentes e virgens, supostamente, dão impermeabilidade à chamada doença do século – HIV/SIDA – ou tornam os homens mais viris); a de índole económica, com destaque para as zonas rurais, por exemplo, em que o homem se julga com direito de ser ressarcido de uma dívida antiga contraída pelos progenitores dessa vítima; ou as de homens depravados ou perversos (quando o autor da violação é um pedófilo que sente atracção física por crianças ou pré-adolescentes). Lembraram-nos como exemplo mais recente o daquele idoso de 70 anos que em plena sala de espera numa das unidades sanitárias, algures no Centro do país, protagonizou uma cena, no mínimo, tragicómica, ao pretender em plena manhã e à vista de muita gente, de pénis erecto, violar uma criança de colo (no colo da mãe, passe a repetição), afirmando que se sentia atraído sexualmente pelas crianças, não pelas mães; ou ainda quando os agressores são portadores de algum distúrbio que os leva a praticar a violência sexual com requintes de um masoquismo disfarçado (exemplo, quando leva o indivíduo a procurar o prazer sexual, fazendo com que outras pessoas provoquem dor nelas). Leia mais...

Kandiyane Wa Matuva Kandiya

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