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Poesia de ser ou o sublime existir de uma ave sobre o Índico

Setembro 26, 2020 477

“O saber a gente aprende com os mestres e os livros. A sabedoria se aprende é com a vida e com os humildes” – Cora Coralina

Singular. Essa é a definição primeira que me visita quando o tema é Eduardo White. Nele o tempo sempre pareceu perder o seu significado para ganhar contornos insondáveis como o universo. A escrita – quase um eterno marulhar – alvitra nele uma singular forma de dizer, de anunciar, fundamentalmente pela omnipresente necessidade de evadir-se, espalhar-se e finalmente encontrar-se num atalho que, invariavelmente, nos remete para essa busca de Moçambique nas diversas etapas da história e do encontro de culturas.

Embora conhecido pelo espírito livre, é impossível não perceber o tom de tristeza que permeia os seus versos, enfatizando o eterno sentimento de perda que devasta a alma humana e a necessidade urgente da auto-afirmação.

Com uma imaginação sem limites, White investia nos aspectos linguísticos diversificados e preciosos, enquanto os temas abordados eram e são tão complexos que desafiam, bastas vezes, a nossa compreensão. Há na sua obra uma certa esfera mitológica impregnada de elementos reais inspirados pela brisa do Índico. Leia mais...

Por Belmiro Adamugy

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