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SEM TOMAR “REMÉDIO DA LUA”: GERAÇÕES ANDAM À DERIVA

Setembro 26, 2020 710

Começo por saudar, em sentido, o mês (lua, “incima”/”intxima”, “wheti”) de Setembro por estar repleto de sublimes acontecimentos para o povo moçambicano: 1.º) 23 a 28 de Setembro de 1962, realização do 1º. Congresso da Frente de Libertação de Moçambique, FRELIMO; 2.º) 25 de Setembro de 1964, início da luta armada de libertação nacional contra as tropas do regime colonial português e 3º.) 7 de Setembro de 1974, Dia da Vitória.

Portanto, a lua de Setembro exerceu sempre grande influência sobre os melhores filhos deste país, ao ponto de sacrificar a sua juventude, desistindo de muitos sonhos e unindo-se num único desiderato: libertar a terra e o Homem moçambicanos, a fim de lhes dar a sua própria identidade. Hoje, todos os actores dessa extraordinária proeza patriótica são já “velhinhos, alguns, de cabeça calva acentuada e os que ainda têm cabelo está todo branquinho. Mas dentro daquele crânio escondem- -se sublimes recordações, sobretudo o orgulho do dever patriótico cumprido. Estou certíssimo que a maioria, senão todos os que fizeram parte dessa gesta geração, respectivamente 23 a 28/09/1962; 25 de Setembro de 1964 e 7 de Setembro de 1974, quando crianças tomaram o “remédio da lua” ou simplesmente “makhameta”, pois é uma das práticas mais comuns, pelo menos no Sul da nossa terra moçambicana, que consiste na administração de chás a recém-nascidos, feitos à base de plantas medicinais, comummente designados de “remédio da lua”, ou “remédio da panelinha”, pois esta prática é recomendável para prevenir os bebés de ataques epilépticos ou perturbações intestinais, quanto mais cedo melhor, pois acreditava-se (e ainda acredita-se) que algumas fases da lua são propícias para determinadas acções. Leia mais...

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