Moçambicanos retiram-se do Amora FC

Junaid Lalgy e Rafik Sidat acabam de vender as suas acções no Amora FC de Portugal. Em Março de 2018, decidiram adquirir 75% das acções da SAD do Amora FC com o propósito de criar um espaço real para que os atletas moçambicanos pudessem ter uma porta de entrada para a sua evolução, enquadramento e exposição na montra do futebol europeu. No entanto, se por um lado ao longo destes dois anos conseguiram alcançar este objectivo, é igualmente verdade que, por outro, tiveram pela frente uma tarefa árdua, na qual enfrentaram desafios difíceis de transpor, num contexto e realidade bastante custosos.

Paralelamente ao investimento feito no Amora FC, é público que decorrem em Moçambique investimentos avultados na criação de infra-estruturas para projectos de formação a longo prazo.

Em comunicado conjunto, os dois empresários explicaram que foi neste contexto que, influenciados sobretudo pela eclosão do novo coronavírus e a crise gerada por esta pandemia, decidiram que era chegado o momento de rever o projecto na SAD do Amora FC.

“Num primeiro momento, as acções teriam sido oferecidas ao clube sem custos imediatos. Entretanto, este declinou a oferta. No segundo identificámos um investidor com o qual alcançámos um acordo de título das acções, que não prevê ganhos imediatos, se não o pagamento de despesas correntes existentes até o fim do passado mês de Junho por parte deste”, relatam.

“Assim sendo, é seguro que redireccionaremos as nossas atenções ao futebol moçambicano, particularmente nos clubes de que somos dirigentes, nomeadamente a Associação Black Bulls e a Liga Desportiva de Maputo”, concluem.

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