A vida difícil de cidadãos com restos auditivos

Cidadãos com restos auditivos são aqueles que, não sendo totalmente surdos, não conseguem ouvir com perfeição. Para a sua recuperação socorrem-se de aparelhos ou implantes auditivos que ajudam na captação do som. Para completar a reabilitação, são geralmente submetidos à terapia da fala. Eles não têm vida fácil. Saber, por exemplo, que o sentido da audição é responsável por 20% das informações sensoriais que chegam ao cérebro, ajuda a entender como a privação desse sentido impacta sobremaneira o entendimento, a visão do mundo e a qualidade de vida dos deficientes auditivos.

E o nosso país observa situações de expressiva subida de números de casos: só no ano passado, 181 pessoas passaram do processo de reabilitação através da terapia da fala, no sector de audiometria, departamento de otorrinolaringologia do Hospital Central de Maputo. O objectivo é sempre o mesmo: restituir a audição e fala a esse grupo social.

domingo conta a história de três cidadãos moçambicanos que, graças à terapia da fala e uso de aparelho auditivo, conseguem ouvir e falar.

Contudo, ressaltam o facto de a inclusão de deficientes auditivos persistir como desafio no país, vivendo eles numa espécie de mundo a parte, votados aos ostracismo e/ou à exclusão social. Ana, Vanessa e Inocência falam de como, de forma diferente, enxergam um mundo repleto de espinhos, afloram diferentes agruras – e sucessos também – ressalvando que sentem que o país tem feito pouco por cidadãos que vivem com restos auditivos. 

Falam da falta de escolas especiais em número suficiente, abordam dificuldades de inserção nas escolas ditas normais e reclamam exclusão nas universidades, na formação profissional e nos empregos. Leia mais...

Texto de Pretilério Matsinhe

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