HERMELINDA SIMELA: “Foi bom aventurar-me na realização”

Natural de Nampula, Hermelinda Simela faz parte do grupo de artistas que nasceu e vive na arte. Com 23 anos de carreira, observa o passado e vislumbra ventos que sopram a seu favor.

Cresceu no teatro, mas é na sétima arte onde se tem afirmado ultimamente. E porque não teme desafios novos, decidiu embarcar na área da realização, em cinema, e o resultado é que o seu filme “Fénix em Hibernação” venceu, recentemente, a quinta edição do concurso de curtas-metragens promovido pelo Centro Cultural Moçambicano-Alemão (CCMA).

“Fénix em Hibernação” narra a história de uma artista moçambicana habituada ao glamour das noites de espectáculos regados com muita bebida e drogas, misturados com assédio dos fãs e viagens de trabalho e lazer.

Com a pandemia do novo coronavírus, a artista vê-se obrigada a ficar em casa, longe do que mais gosta - a música - dos amigos e do mundo das artes. Com a vida a complicar- -se, a artista acaba entrando em depressão e é constantemente acometida por surtos psicóticos. O que agrava o seu estado de saúde é ver a sua vida a ser divulgada e compartilhada nas redes sociais, o que a faz mergulhar ainda mais no fundo do poço.

Com o olhar atento à sua lente, Hermelinda Simela posiciona-se como uma realizadora de intervenção social e que coloca o seu dedo no dia- -a-dia das pessoas, tudo com o intuito de trazer uma luz na solução dos problemas sociais. Leia mais... 

Texto de Pretilério Matsinhe

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