As províncias também merecem leitura

– Armando Artur, prémio José Craveirinha

Sabe tão bem quando nos sentimos agraciados e reconhecidos pelos nossos feitos. E melhor do que tudo é quando esse reconhecimento acontece no assinalar da nossa carreira em um número ímpar como 35. O poeta do “Hábito das manhãs”, Armando Artur, viu o seu nome pronunciado recentemente como vencedor do prémio José Craveirinha, o galardão mais alto das artes e cultura no país, especificamente a literatura. Ele que para além da escrita é militante por excelência das artes. Foi ministro da Cultura, secretário-geral da Associação Moçambicana dos Escritores, vice-presidente do Fundo Bibliográfico da Língua Portuguesa, membro-fundador e representante actual da PAWA (Associação Pan- -Africana de Escritores) em Moçambique. É uma carreira e tanto.

A iliteracia no seio da sociedade, a falta do hábito de comprar livros, assim como a fraca distribuição e promoção do livro nas províncias são alguns dos pontos referenciados por Armando Artur.

Para saber melhor do seu pensar sobre as artes e cultura, absorvemos em conversa branda as ideias que partilhamos nas linhas que se seguem.

Armando Artur, prémio José Craveirinha. O que significa para si ter ganho este prémio?

Para além daquilo que possa constituir ganhos colaterais deste prémio, penso que o mesmo acresce sobre mim maior responsabilidade, como escritor, como poeta. Significa que devo continuar a trabalhar na produção literária e também na sua divulgação, hoje mais do que nunca.

Veio em bom momento?

Sem dúvida. Porque o mesmo acontece num momento em que comemoro os meus 35 anos de produção literária. Veio mesmo a coincidir.

É privado, mas se se sentir à vontade pode partilhar connosco o principal investimento ou destino a dar ao valor.

Vou pagar as minhas dívidas. (Risos) Leia mais...

TEXTO DE FREDERICO JAMISSE

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